Candidato à reeleição, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), recebeu alta na manhã desta quarta-feira (18) do Hospital Copa D'Or, onde havia sido operado na segunda-feira (16) para retirar uma parte do menisco direito que se rompeu, ficando entre a tíbia e o fêmur e impedindo-o de dobrar o joelho.A pergunta que corre por aí: Por que Cabral não recorreu a uma das unidades UPA 24h, já que as considera com atendimento de Primeiro Mundo, com tudo de bom dos melhores hospitais, e optou pelo Copa D'or? Não seria o momento dele mostrar o seu discurso na prática?
UPA é Referência Nacional, segundo o governador Sérgio Cabral.
Será mesmo uma Referência Nacional?
Crianças são recusadas em UPAs sem pediatra - Em Campo Grande, só pacientes com risco de vida eram atendidos. Secretaria de Saúde afirma que há poucos especialistas no mercado.O presidente do Sindicato dos Médicos afirma que o número de pediatras no mercado é suficiente. Para ele, o problema são os baixos salários. “Hoje, um médico concursado ganha, de salário líquido, R$ 1.360. Com esse valor, o governo estadual, não vai conseguir fixar médico em lugar algum”, diz Darze.
A recomendação da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil é ligar antes para a UPA mais próxima para saber se há pediatras. (ah, bom!)

Prefeito inaugura unidade em Santa Cruz e diz que pode faltar pediatra
A prefeitura inaugurou ontem (01/08/10) a UPA João XXIII, em Santa Cruz — a segunda do bairro, com investimento de R$ 3,5 milhões. A unidade tem capacidade para 12 mil atendimentos mensais, mas antes mesmo da abertura, o prefeito Eduardo Paes já justificou uma possível falta de pediatras. Paes, que dividiu palanque com os secretários municipal e estadual de Saúde, Hans Dohmann e Sérgio Cortes, agradeceu mais de uma vez ao governador Sérgio Cabral, que devido à lei eleitoral não pôde participar do evento.
"Muitas vezes a gente tem tido falta de médicos em alguns lugares, principalmente pediatras. Mas só para vocês entenderem, o problema não é a gente não ter dinheiro ou atraso no pagamento. O problema é que falta pediatra no mercado. O Brasil inteiro vive esse problema. Então, se eventualmente faltar médicos, vocês já sabem que o motivo é esse", disse Paes. A declaração foi rebatida pela vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), Vera Fonseca: "Não há falta de pediatras e, sim, uma oferta de baixos salários que não atraem médicos. Afinal, a carência de médicos na rede pública não se resume à pediatria"
Cinco horas de espera e atendimento falho na UPA da Tijuca
Logo na entrada da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca, a informação da recepcionista soa familiar para quem só pode recorrer à saúde pública:
— Vai demorar bastante. Tem todas estas pessoas que você está vendo aí para serem atendidas antes.
— O atendimento está horrível. Ainda bem que a minha patroa vai fazer um plano de saúde para mim, porque não dá para depender da saúde pública — disse a doméstica Antônia de Almeida, de 49 anos. Hipertensa, Antônia chegou à unidade às 11h, com dor de cabeça, dor de estômago e mal-estar. Só foi atendida depois das 16h, quando sua pressão já estava num estágio crítico: 18 por 10. Após ser medicada, recebeu uma prescrição de analgésico contra a dor de estômago. O médico que atendeu Antônia não lhe pediu qualquer exame para investigar as causas do problema, nem a encaminhou a um especialista.
Mais de 6 horas de espera na UPA do Fonseca
Aberta há menos de um mês, a UPA do Fonseca já é alvo de críticas de usuários. Eles se queixam do tempo de espera, que chega a mais de seis horas. Quatro médicos trabalham na unidade, administrada pelo município.
Na última quarta-feira, o montador de estrutura naval Marcelo da Silva sentiu uma forte dor no pescoço. Ele chegou a ir ao Hospital Estadual Azevedo Lima, também no Fonseca, mas diz ter sido orientado por funcionários a recorrer à UPA.- Cheguei às 9h e só sai de lá às 16h. O médico me atendeu em três minutos. Foi a primeira vez que fui, e não volto mais. Chegou a ter confusão lá dentro. Uma senhora de 90 anos, passando muito mal, só foi atendida depois que a acompanhante dela fez um escândalo - relata.
Cabral reconhece falha no atendimento das UPAs
O governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, reconheceu falhas no atendimento das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) constatadas em reportagem do Globo. Na noite de hoje, ele compareceu ao lançamento do livro "Bicicletas - A cara do Rio" escrito por Júlio Lopes, ex-secretário de transportes. Mas o assunto principal acabou sendo a saúde no Rio. O governador falou sobre a recorrente falta de médicos nas UPAs.
- Claro (que existem falhas). Esse é um desafio grande. Há uma carência sobretudo de pediatras. Com médicos generalistas não há problemas - ressaltou o governador, citando em seguida os números positivos do projeto. - As UPAs já atenderam mais de 5,5 milhões de pessoas.
Ao ser questionado sobre o resultado obtido até o momento, o governador hesitou em dar uma nota para o atendimento prestado atualmente pelo conjunto das UPAs existentes no Estado do Rio.
- Nós temos essas notas para cada um delas e esse tipo de avaliação é permanente.
Um comentário:
Cabral fez muito pela saúde sim! Só não dá pra resolver todas as mazelas do estado em quatro anos. Ele é Governador, e não mágico.
Postar um comentário