Ignorado pelos eleitores durante quase toda a corrida eleitoral, o vice, depois de eleito, pode surpreender todo mundo e acabar sentando na cadeira de presidente. No Brasil, nada menos do que sete vices acabaram vendo o cargo de presidente da República cair no colo depois que o titular precisou deixar o posto.
Três vices penduraram a faixa presidencial no peito depois que o político eleito precisou renunciar. O último foi Itamar Franco, que ganhou a Presidência do Brasil com a renúncia de Fernando Collor de Mello, em dezembro de 1992. Outros quatro vices passaram a despachar no Palácio do Planalto depois que o titular morreu. O exemplo mais emblemático é o do hoje presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Ele assumiu a Presidência em março 1985 como vice-presidente depois que Tancredo Neves adoeceu. Com a morte do presidente, Sarney assumiu no dia 21 de abril.
História
O segundo cargo mais importante da República, criado em 1891 com a proclamação da República, foi eliminado entre 1930 e 1945 pelo presidente Getúlio Vargas. O posto só voltou a existir com a Constituição de 1946.
Até 1964, com o golpe militar, as funções do vice-presidente eram um pouco diferentes do que são hoje. Naquela época, o vice também presidia o Senado. Entre 45 e 64, o eleitor votava no candidato a presidente e no candidato a vice. Em 1956, por exemplo, João Goulart recebeu mais votos do que o presidente eleito, ninguém menos do que Juscelino Kubitschek.
Para a cientista política Maria do Socorro, professora da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), a mudança para o sistema atual é melhor porque evita crises institucionais.
Ainda assim, o vice-presidente pode acumular funções, como foi o caso do atual vice, José Alencar, que entre os anos de 2004 e 2006 também foi ministro da Defesa.
R7
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