segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Na ABL, Plínio critica Sarney e defende fim do Senado

O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, causou constrangimento ao criticar o senador e acadêmico José Sarney (PMDB-AP) na própria Academia Brasileira de Letras (ABL) e afirmar, na presença da também senadora e presidenciável Marina Silva (PV), que os senadores não têm utilidade. "Desemprega ela (sic)", pediu ele, em tom irônico, em entrevista posterior ao discurso, referindo-se à adversária.

"Com todo o respeito aos senadores, não servem para nada. A não ser manter as oligarquias, tipo Sarney. Não sei quem apoia o Sarney aqui, mas em todo caso...", disse ele, a poucos metros do presidente da ABL, Marcos Villaça, amigo do senador pelo Amapá, e da própria Marina. O encontro ocorria no auditório da Academia. Ninguém respondeu. Mais tarde, na saída, Plínio voltou às críticas. "Não precisa o Senado. O Senado é uma coisa artificial. Este País nunca foi uma federação, este País sempre foi unitário. Isto é uma cópia dos Estados Unidos. Lá funciona, aqui não funciona. Aqui é um valhacouto de caciques políticos. Valhacouto. Pode por", disse aos repórteres.

Estadão

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