quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brasil cai e fica em 58º em ranking de competitividade

A economia brasileira é apenas a 58ª em um ranking de competitividade composto por 139 países, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).

O País perdeu duas posições no ranking anual, apesar de uma leve melhora na avaliação dos critérios considerados pelo WEF. Entre 2007 e 2009, o Brasil havia subido 16 posições na lista.

A organização avalia que a melhora da situação do País no ranking nos anos anteriores havia sido uma consequência dos esforços realizados nos últimos 20 anos para alcançar a estabilidade econômica, a liberalização e a abertura da economia, e a redução da desigualdade, entre outras coisas.

O WEF considera, porém, que o País ainda tem fraquezas em muitos aspectos e "enfrenta importantes desafios para alcançar totalmente seu enorme potencial competitivo".

Liderança

O ranking anual é liderado pela Suíça, que manteve a posição do ano passado, seguida pela Suécia, que subiu duas posições, e de Cingapura, que manteve o terceiro posto. Os Estados Unidos caíram do 2º para o 4º lugar do ranking entre 2009 e 2010.

Entre os países do grupo Bric, a China é a que está em melhor posição - 27ª, dois postos acima do ranking do ano passado.

A Índia perdeu duas posições e aparece no 51º lugar do ranking, enquanto a Rússia manteve a 63ª posição.

Na América Latina, o Chile é o que tem a economia mais competitiva, segundo o ranking, que coloca o país na 30ª posição global. O México perdeu seis posições e ocupa o 66º lugar, enquanto a Argentina caiu duas posições, do 85º para o 87º lugar, por conta da inclusão de dois novos países na lista com avaliações melhores.

O Brasil é colocado pelo WEF no grupo de países com estágio intermediário de desenvolvimento, impulsionado pela eficiência, o que considera um peso relativo maior aos promotores de eficiência e aos requisitos básicos em relação a inovação e sofisticação.

Isso indica que, apesar da avaliação pobre nos requisitos básicos para a competitividade, se o País fosse avaliado pelos mesmos critérios que os países em estágio mais avançado de desenvolvimento, impulsionado pela inovação, poderia ter uma posição melhor no ranking geral.

BBC Brasil

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