Em seu primeiro mandato, de 2007 a 2010, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) gastou em publicidade 35% a mais que sua antecessora, Rosinha Garotinho, em valores reais, descontada a inflação pelo IGP-DI.O governo admite aumento de 43%, mas se baseia em gastos empenhados, não nos efetivados, usados pelo Estado nos cálculos. Na campanha de 2006, Cabral prometeu moderação nos gastos com propaganda e anunciou que não usaria verbas para exaltar seu governo. "O dinheiro público gasto em comunicação deve ser voltado para campanhas educativas. No nosso governo, todos os recursos de publicidade serão usados em campanhas em relação às drogas, ao trânsito", afirmou, o então candidato, em setembro de 2006.
No seu primeiro mandato, porém, a despesa média anual ficou em pouco mais de R$ 99 milhões (nominais), com ênfase em programas governamentais, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
"Todos os políticos têm sempre em mente a comunicação. Sempre querem divulgar ações de governo, para aumentar a avaliação positiva. No fundo, é autoelogio", analisa o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, diretor do Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (Iuperj) e presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS).
O pesquisador diz desconhecer se há estudos científicos confirmando a correlação entre gastos de publicidade e popularidade. Cabral foi reeleito em 2010, com 66% dos votos válidos, ainda no primeiro turno.
Estadão
Nem precisa ser cientista político para se constatar que muita propaganda é sinal de autoelogio, e muitas vezes, pouca ação.
Se o nosso Governador tivesse investido esse dinheiro todo de publicidade, em favor da população, naturalmente teria visibilidade política e avaliação positiva junto aos fluminenses. Não adianta "vender" um Estado do RJ perfeito, contrastando com postos de saúde cheios e sem profissionais, professores do estado ganhando menos do que o aluguel de ar-condicionado e bandidagem migrando da capital para o interior.
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