sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nova Friburgo programou atividades para o Dia Mundial de Combate a Aids

Nova Friburgo também participará da campanha do Dia Mundial de Combate a Aids, comemorado em 1º de dezembro. Seguindo orientação do Ministério da Saúde, a campanha será voltada aos jovens gays, com idade entre 15 e 24 anos, e a ação tem como proposta discutir as questões relacionadas às vulnerabilidades ao HIV/Aids, na população prioritária, sob o ponto de vista do estigma e do preconceito, além de estimular a reflexão sobre a falsa impressão de que a Aids afeta apenas o outro, distante da percepção de que todos estão vulneráveis.

Segundo Teresa Polo, coordenadora do DST/Aids da Gerência de Vigilância em Saúde, o prefeito de Nova Friburgo, Sérgio Xavier, autorizou a colocação de um grande laço vermelho, símbolo da luta contra o HIV/Aids, na sacada da Prefeitura e na fachada do antigo Fórum, onde funciona a Secretaria Municipal de Cultura, que permanecerá de 25 de novembro a 5 de dezembro.

Luta contínua

Desde o início do enfrentamento do HIV/AIDS no país e no mundo, gays, travestis e transexuais sofrem de discriminação pelo fato de a epidemia ter se manifestado primeiramente nessa população. A discriminação, em muitos casos, vem acompanhada de insultos e acusações. E isso acontece mesmo quando há conhecimento que o HIV pode alcançar todos os grupos populacionais, independente de suas orientações sexuais e condições sociais ou econômicas. Esse cenário é hoje o grande desafio a ser superado para que medidas preventivas e de cuidados possam ser dotadas.

O preconceito é uma barreira, não só para a prevenção de novas infecções entre jovens gays, mas também para a qualidade de vida de quem vive com a doença. Essas pessoas sofrem com a exclusão emocional, social e profissional, e a campanha deve estimular a reflexão contra o preconceito, contra a discriminação contra os jovens gays e soropositivos.

A escola é apontada como o melhor espaço para a articulação de políticas voltadas para adolescentes e jovens, pois é lá que se encontram os principais sujeitos desse processo: estudantes, famílias, profissionais da educação e da saúde.

As pesquisas mostram que o portador é muitas vezes discriminado devido à sorologia positiva para o HIV, apesar de a população em geral reconhecer as formas de transmissão do vírus.

Um levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da Aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que tem ensino fundamental completo).

O resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), à co-infecção com outras doenças sexualmente transmissíveis e às relações homossexuais. O estudo é representativo da população masculina brasileira nessa faixa etária e revela um retrato das novas infecções.

Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 100% entre 2005 e 2009 (de 202 milhões para 467 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais.

Em relação à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 94,9% dos casos registrados em 2009 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 42,9% dos casos se deram por relações heterossexuais, 19,7% por relações homossexuais e 7,8% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical.

Apesar de o número de casos no sexo masculino ainda ser maior entre heterossexuais, a epidemia no país é concentrada. Isso significa que a prevalência da infecção na população de 15 a 49 anos é menor que 1% (0,61%), mas é maior do que 5% nos subgrupos de maior risco para a infecção pelo HIV – como homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis e profissionais do sexo.

PROGRAMAÇÃO

1º de dezembro - quinta-feira

8h - Missa em Ação de Graças pela vida, na Catedral São João Batista, e café da manhã para os portadores.

09 às 14h – Atividades na Praça Dermerval Barbosa Moreira, com a participação: da Faculdade de Enfermagem Estácio de Sá, ONG Amigos da Vida, ONG Anastácia, ONG GPS, Centro de Referência da Mulher, Centro de Referência Contra a Homofobia, Tecle Mulher, CAPS II e Ônibus da Saúde; e ginástica, com o grupo da terceira idade do Centro de Convivência.

- Distribuição de folder e preservativos na praça e rodoviária com a finalidade de prevenção das DSTs

- Distribuição de material informativo para prevenção da Hepatites para manicures, barbeiros e tatuadores

- Oficina de prevenção das DSTs / AIDS

- Vacinação contra Hepatite B para população vulnerável

- Oferta de exame para HIV, Hepatite e Sífilis

- Oferta de teste rápido para HIV

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