segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Prefeitura empenhada em desativar abrigo

Sérgio Xavier determina união de esforços para que as famílias não precisem permanecer no abrigo

O único abrigo oficial que funciona em Nova Friburgo, localizado no conhecido Sase, em Olaria, deverá ser desativado em breve, segundo informações do secretário municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Trabalho, Josué Ebenézer de Souza Soares. O prefeito do município, Sérgio Xavier, determinou que todos os esforços sejam feitos para que as famílias que ainda permanecem no local possam ser assistidas a ponto de não precisarem mais do abrigo.

O secretário, que assumiu recentemente a Secretaria de Assistência Social, informa que há duas questões relativas a abrigos, criados durante o período chuvoso de janeiro deste ano. "Obtive a informação que há famílias abrigadas na antiga Casa de Passagem, em Amparo, famílias estas que teriam invadido o local, uma vez que o espaço está desativado. Estamos averiguando a situação para assistirmos essas
pessoas de alguma forma. Outra questão é o abrigo do Sase, o único oficial na cidade. Embora ainda haja dez famílias, cerca de 40 pessoas (adultos e crianças), em breve todas terão condições para deixar o local. Esta é a orientação do prefeito e já estamos trabalhando para que isso aconteça o mais breve possível
", explicou Ebenézer.

O coordenador do abrigo, Antonio Fagundes, trabalha no abrigo em conjunto com uma equipe formada por psicólogo, assistente social, entre outros, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Segundo o secretário, após este horário um guarda municipal permanece no local cuidando do patrimônio, e aos finais de semana, sempre que necessário, é montado um sistema de plantão. São fornecidas três refeições por dia
(café da manhã, almoço e jantar) e mantida a limpeza das áreas comuns. O abrigo funciona no terceiro andar do prédio conhecido como Sase, mas totalmente independente do Cras - Centro de Referência de AssistênciaSocial - de Olaria.

"Das dez famílias que ainda se encontram no abrigo, cinco recebem o aluguel social e vivem uma situação dúbia; alguns membros das famílias possuem emprego, porém possuem dificuldade para entender que o lugar delas não é mais ali. Quatro famílias já se comprometeram a deixar o local tão logo recebam o aluguel social; e neste sentido, junto com o governo estadual, esta situação será resolvida ainda este mês, tenho
certeza. E há um rapaz que não é remanescente da tragédia, é um morador de rua, mas houve um pedido para que o colocassem lá no início do ano
", comenta Josué.

Com a prorrogação do pagamento do Aluguel Social por mais 12 meses, o secretário acredita que a questão do abrigo em Olaria será resolvida. "Recebemos a informação do Estado que das 2.100 famílias cadastradas no Aluguel Social, cerca de 600 deverão receber. Há cadastros irregulares, repetidos, e por isso os dados estão sendo checados", explica o secretário sugerindo que a comunidade doe cestas básicas à Secretaria Municipal de Assistência Social, uma vez que a mesma não tinha, e não tem, orçamento para gastos extras. Josué explica que toda semana, por exemplo, são gastos de três a quatro botijões de gás para a produção das refeições para o abrigo de Olaria. E lembra: “161 famílias receberam o Aluguel Social em novembro e mais 30 deverãoreceber ainda este mês. Estamos dialogando com o Estado para
solucionar as questões referentes ao Aluguel Social
”.

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