segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Agricultura dá a volta por cima na Região serrana

Verde das lavouras volta a fazer parte da paisagem das áreas rurais dos municípios atingidos

Mais importante polo agrícola do estado na produção de hortaliças, floricultura e avicultura, a Região Serrana dá a volta por cima com o apoio do governo estadual, através da secretaria de Agricultura, e a força do trabalho e união de seus produtores rurais. Há um ano, a maior tragédia ambiental já registrada no país deixou um rastro de destruição, com perdas de vidas, terras produtivas arrasadas, comunidades isoladas e um prejuízo de R$ 270 milhões na atividade.

Desde então, a secretaria estadual de Agricultura está presente nos municípios afetados, com suas equipes e de suas empresas vinculadas, Emater-Rio e Pesagro-Rio, implementando ações emergenciais e de reconstrução das áreas rurais.

Cerca de 300 máquinas e equipamentos do programa Estradas da Produção trabalham na desobstrução e recuperação de estradas vicinais para o escoamento da produção e acesso dos moradores. Até o final de dezembro último, quase 10 mil produtores foram beneficiados com a recuperação de 916 quilômetros dessas vias. Além disso, 1.677 hectares produtivos foram reincorporados e 8.854 produtores familiares foram atendidos com o serviço de máquinas no preparo do solo para plantio.

Incentivos financeiros não reembolsáveis do Programa Rio Rural, com recursos do Banco Mundial, num total de R$ 9 milhões, beneficiaram no ano passado 1.124 produtores, nos municípios atingidos. Os recursos foram utilizados para projetos emergenciais de retomada da produção.

De acordo com o secretário de Agricultura, Christino Áureo, chegam a R$ 70 milhões, de recursos do governo estadual e Banco Mundial, o investimento na recuperação rural da Região Serrana.

- Em 2011 foram R$ 27 milhões para a recuperação de estradas vicinais e de mais de 1.500 propriedades rurais. Desse total, R$ 9 milhões foram repassados diretamente aos produtores para atender a estrutura produtiva. Recuperar estufas, sistemas de irrigação, aquisição de insumos e produtos básicos para o funcionamento da propriedade. Não foi empréstimo, mas recursos a fundo perdido colocado pelo Banco Mundial, através do Rio Rural – explicou.

Para 2012, ele ressaltou a previsão de utilização de mais R$ 43 milhões, sendo R$ 27 milhões do Governo do Estado e R$ 16 milhões do Banco Mundial, para avançar nos projetos de reconstrução, priorizando a zona rural principalmente no restabelecimento das estradas vicinais.

- A retomada da atividade e a reconstrução das áreas produtivas, em alguns casos em melhores condições, podem ser identificadas nos inúmeros exemplos de superação e vontade de permanecer no setor, personificados por produtores que acreditaram na recuperação - concluiu Christino Áureo.

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