Um ano depois de ter a casa destruída pela enxurrada em Nova Friburgo, na região
serrana do Rio, Maria Helena da Silva, de 45 anos, continua morando em um abrigo
improvisado em um posto de saúde da prefeitura com o marido, dois filhos e a
neta de 5 anos. Até hoje, ela não recebe o aluguel social, uma ajuda de R$ 500
que o governo do Estado afirma pagar a 7.250 famílias nas cidades atingidas pela
chuva em janeiro de 2011. Desse total, 2.552 vivem em Friburgo.
Ela ainda guarda suas roupas em caixas de papelão. A família vive com R$ 200
que o marido dela, Antônio Basili, de 40 anos, recebe como soldador e R$ 300 que
o filho Maciel, de 17, ganha em uma escola de tênis. Desempregada, Maria Helena
estudou só até a 1.ª série.
Ela conta que foi várias vezes à prefeitura, mas não conseguiu o aluguel social.
Agora, espera receber do Estado. Uma vizinha da família no Alto do Floresta,
Maria de Lourdes Oliveira, de 60 anos, afirma que a Defesa Civil nunca subiu lá.
A casa dela, no topo do morro, tem uma rachadura que corta todo o piso da sala.
Em Córrego Dantas, o cenário ainda é de destruição. Marilene Barbosa da Rocha,
de 57 anos, também conta que não recebe o aluguel social. A casa dela fica na
"linha vermelha", à margem do rio, com risco de inundação. "Quando chove,
ninguém dorme", diz. A irmã dela, Magda Azevedo Barbosa, de 36 anos, diz que não
sai porque não pode.
Na íntegra no Estadão
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