domingo, 26 de fevereiro de 2012

Para o Líder do PSDB, governo é bom de anúncio, mas péssimo de execução

Façam o que eu digo mas não façam o que eu faço”. Este, para o Líder do PSDB, Alvaro Dias, deveria ser o verdadeiro slogan do governo do PT. Em discurso na manhã de sexta, 24, no Plenário, o senador tucano afirmou que o governo federal é ótimo de anúncio, mas péssimo de execução, e por isso muito do que foi prometido deixou de ser cumprido, como, por exemplo, a aprovação das reformas política e tributária.

Este governo é ótimo em todas as mídias, mas lastimavelmente a execução de suas propostas, das obras e dos programas é temerária. Por isso, o slogan desta administração pode ser traduzido no dito popular ‘ façam o que eu digo mas não façam o que eu faço’. Muitos dos brasileiros que me escrevem por intermédio das redes sociais me questionam: cadê as reformas? O que faz o Congresso? Além do governo não cumprir o que prometeu na campanha eleitoral em relação à aprovação das reformas, o maioria governista do Congresso parece estar aprendendo com o Executivo: está ficando bom de anúncio e péssimo de ação”, disse Alvaro Dias na tribuna.

A respeito da reforma política, o Líder do PSDB lembrou que, na última semana, líderes partidários reunidos no gabinete do presidente do Senado, José Sarney, decidiram priorizar os projetos que modificam a legislação eleitoral e política. Para ele, entretanto, os parlamentares não devem gerar falsas expectativas na população em relação à aprovação da reforma, já que o governo federal não se mostra interessado em implantar um novo modelo político no País.

Os líderes conversaram e decidiram dar continuidade a reforma política. Mas não podemos gerar uma falsa expectativa na população, porque não acredito que a façamos, nesse regime presidencialista forte, com um instrumento poderosíssimo que se chama medida provisória, sendo a Presidência da República quem legisla muito mais à frente e além de nós parlamentares. E isso apesar da unânime constatação de que nosso sistema político é retrógrado, superado, condenado reiteradamente nas urnas, nas pesquisas de opinião pública. No regime presidencialista forte uma reforma de profundidade só acontece quando a Presidência da República deseja. E neste caso, a nossa presidente não demonstra que quer reformar a legislação”, afirmou Alvaro Dias.

Ao defender a implantação de reformas, o senador tucano afirmou que a atualização da legislação nas áreas política e tributária proporcionaria um novo impulso desenvolvimentista no País. Para ele, o governo federal, ao se recusar a liderar um esforço pela aprovação das reformas política, tributária e, principalmente, administrativa, mostra não ter visão estratégica de futuro.

O País está atrelado a estruturas carcomidas, ultrapassadas, retrógradas. Se nós nos desgarrarmos dessas estruturas certamente o impulso desenvolvimentista será outro; alcançaremos percentuais de desenvolvimentos superiores que poderão se equiparar aos dos países emergentes, como vimos nos últimos anos. Para isso era preciso realizar reformas, mas o governo federal não quer. E por que não quer? Porque teme perder receita num primeiro momento. Por que teme perder receita? Porque sua visão é imediatista; não há visão estratégica de futuro. Se houvesse, a reforma seria feita. Porque é possível até que se perca, num primeiro momento, receita, mas a médio e longo prazo o governo ganhará o incremento da receita pública, pois a roda da economia girará com mais força e velocidade”, disse.

“O País produzirá mais, crescerá mais, o governo arrecadará mais. Mas infelizmente o horizonte temporal de quem governa é exatamente a duração do seu mandato, nem um passo à frente. Isso se chama oportunismo, imediatismo, ausência de visão estratégica de futuro”, completou o senador Alvaro Dias.

O Líder do PSDB ressaltou ainda que o Brasil seria uma nação mais poderosa, mais rica, com seu povo mais próspero “se além da reforma tributária fizéssemos outras reformas, como a reforma administrativa, para o Governo gastar menos em bobagens, naquilo que é supérfluo”.

Eduardo Mota – Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado

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