O pintor de fama internacional Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo em 1896. Seu nome despontou no exterior ao se tornar aluno da Real Academia de Belas Artes de Munique, na Alemanha, onde recebeu a influência de pintores expressionistas. Essa característica logo se refletiu em sua primeira obra, Família do fuzileiro naval. Ao retornar para o Rio de Janeiro, lecionou desenho e pintura. Em 1944, em Belo Horizonte (MG), fundou a Escola Municipal de Belas Artes e dedicou-se à pintura das tradições barrocas coloniais das cidades mineiras. As festas folclóricas também ganharam representações em diversas de suas obras. O pintor dá nome a um monumento no parque Santa Elisa, em Nova Friburgo, com uma imensa aquarela estilizada em concreto.
Nesta segunda, 25 de fevereiro, a Secretaria Municipal de Cultura comemorarou o "Dia da Pintura", data criada através da Lei Municipal nº 3800, de 2009, em homenagem a esse grande expoente, na Casa da Cultura. “Pela primeira vez, a Prefeitura de Nova Friburgo tem uma ação concreta em relação a esse grande ícone. Todas as iniciativas foram sempre pontuais, mas nunca com incentivo da Prefeitura’, afirmou o subsecretário de Cultura, Giovanni Bizzotto.
Associado à Secretaria de Cultura, o Grupo GAMA realizou uma reunião comemorativa na Sala de Concertos da Casa da Cultura.
Para o artista plástico Felga de Moraes, foi um orgulho poder participar da criação do troféu Guignard e do monumento que foi construído em sua homenagem. “Muitos friburguenses desconheciam o nível de Guignard. Sinto-me orgulhoso de ter nascido na cidade desse artista, e a cidade deve aproveitar, como está fazendo, esses grandes nomes para divulgar Nova Friburgo para fora, turisticamente”, disse.
História
Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo, 25 de fevereiro de 1896 — Belo Horizonte, 25 de junho de 1962) foi um pintor brasileiro que ficou famoso por retratar paisagens mineiras. Sua formação foi alicerçada em bases europeias, pois lá viveu dos 11 aos 33 anos. Frequentou as Academias de Belas Artes de Munique, onde estudou com Herman Groeber e Adolf Engeler, e de Florença. De volta ao Brasil, nos anos 20, tornou-se um nome representativo dessa década e da seguinte, juntamente com Cândido Portinari, Ismale Nery e Cícero Dias.
Ainda jovem, orientou um grupo do qual participavam Iberê Camargo, Vera Mindlin e Alcides da Rocha Miranda. Nessa época (1944), a convite de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, instalou um curso de desenho e pintura no recém-criado Instituto de Belas Artes. A partir daí, apaixonou-se pela cidade e mudou-se para lá.

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