A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou no início do mês, a informação de que a dívida pública federal superou a marca dos R$ 2 trilhões no ano de 2012. Ao longo do ano, o valor dos endividamentos interno e externo subiu cerca de R$ 140 bilhões e registrou um crescimento de 7,5% em relação a 2011. Apesar de ultrapassar a marca dos dois trilhões de reais, o governo alega que o crescimento está dentro do planejado. O senador Flexa Ribeiro, do PSDB do Pará, entretanto, lamentou que boa parte do aumento da dívida em 2012 serviu para injetar recursos públicos com títulos do Tesouro Nacional em bancos oficiais, como a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o BNDES. Para o senador tucano, o valor da dívida brasileira é preocupante.
“Causa preocupação porque nós temos visto ao longo deste tempo em especial nos últimos anos o nível da dívida pública brasileira ter crescido com uma velocidade que espanta a todos nós. Quando ela atingiu um trilhão foi quase um espanto, agora nós já chegamos a em dois trilhões. Ou seja, apesar de números assustadores como esse, está ficando quase que anestesiada a sociedade brasileira em todo este processo”, afirmou Flexa.
Segundo o Tesouro Nacional, o Brasil pagou em 2012 quase R$ 208 bilhões em juros da dívida pública.
Benefício a empresas
Na quarta-feira (06/02), o senador Flexa Ribeiro participou da reunião da comissão mista que analisa a medida provisória 582/2012, destinada a incluir novos setores econômicos no regime de contribuição previdenciária sobre a receita bruta. O relatório final foi aprovado na comissão e será agora examinado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
Os senadores e deputados presentes à reunião aprovaram a inclusão, no texto da MP de dispositivo que possibilita à pessoa jurídica cuja receita bruta global for de até R$ 72 milhões poder vir a optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido – bem menos complexo do que o regime baseado no lucro real. O senador Flexa Ribeiro elogiou a alteração, e ressaltou que a medida ajudará a promover uma grande desburocratização nas pequenas e médias empresas.
“Acho que qualquer ação do Congresso no sentido de desonerar as empresas brasileiras e desburocratizá-las vem no sentido de ajudar o Brasil a retomar o caminho do desenvolvimento, porque nós estamos indo atualmente por um caminho que não é muito bom”, afirmou Flexa.
Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado

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