sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

PSDB lidera movimento pelo fim do 14º e 15º salários e do voto secreto na Câmara

O PSDB fortalece sua posição de protagonismo na Câmara ao definir como prioridades o fim do 14º e 15º salários e do voto secreto. O anúncio foi feito na terça-feira (19) pelo líder tucano na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Na reunião de líderes, o deputado tomou a iniciativa de propor que os assuntos sejam pautados e votados imediatamente. Segundo Sampaio, os temas são primordiais para um reencontro do Parlamento com a sociedade brasileira. Para ele, os pagamentos extras são uma "vergonha nacional".

Só vamos mudar a imagem do Parlamento se mudarmos a postura dele. O PSDB defendeu na reunião do colégio de líderes o fim imediato do 14º e do 15º salários desta Casa. Isso é uma vergonha nacional, indefensável, inexplicável. A sociedade brasileira se sente aviltada, com toda a razão, porque não é correto”, declarou Sampaio, da tribuna. “O povo brasileiro trabalha muito mais do que nós em muitas oportunidades e recebe o 13º salário. E aqui na Câmara se recebe o 14º e o 15º. Não é possível mantermos esse privilégio inadmissível na realidade brasileira e para o PSDB é prioridade colocar um fim nisso”, ressaltou.

Para o líder tucano, as votações secretas deixam a sociedade indignada. O parlamentar lembrou que a Câmara aprovou, em primeiro turno, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir o voto sigiloso. “O voto secreto é outra excrecência inaceitável. Somos escolhidos para representar a população e, sob o manto do voto secreto, ela sequer sabe a nossa posição diante de fatos importantes para a nação”, ponderou. “Temos que parar de ser um poder surdo e temos a obrigação de nos reencontrar com a sociedade que nos colocou aqui para representá-la”, completou.

De acordo com Sampaio, a iniciativa tucana recebeu apoio de outras legendas e do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). “Os temas foram priorizados pelo PSDB, acompanhado por outros partidos e evidenciou-se uma sensibilidade do presidente Henrique Eduardo Alves para ambos os temas. Ficou claro que não será adotado o critério anterior de que tem que haver uma unanimidade para que o tema vá a debate”, declarou em entrevista coletiva, após a reunião. “Existem temas que, mesmo que não sejam unânimes no colégio de líderes, serão debatidos em plenário em razão da sua prioridade e importância”, acrescentou.

O deputado disse também que exercerá com muito rigor e vigor o papel de liderar o maior partido de oposição. “É o papel que cabe a qualquer oposição que age com ética e serenidade. Nos assuntos de interesses do Brasil estaremos juntos. Quando discordarmos de uma postura seja desta Casa, seja do Congresso como um todo, do Judiciário ou do Executivo teremos autonomia para fazer a crítica sempre no sentido construtivo”, ressaltou.

Matéria disponível em áudio: Clique aqui

Reportagem: Alessandra Galvão

Nenhum comentário: