sexta-feira, 5 de abril de 2013

Alvaro Dias critica criação de novos cargos no governo e cobra reforma administrativa

Nós não podemos nos conformar com o que está ocorrendo no Brasil. Em vez de realizar uma reforma administrativa para enxugar a máquina pública, que gasta muito com a criação de ministérios e secretarias, com paralelismos e milhares de cargos comissionados, o governo gasta milhões de reais, aumentando despesas correntes e comprometendo a capacidade de investir do estado brasileiro”, disse o senador Alvaro Dias, em discurso no plenário no dia 27/03.

A votação, na Comissão de Constituição e Justiça, do projeto que autoriza a contratação de 2.622 servidores para diversos órgãos do governo, principalmente da área da saúde, motivou Alvaro Dias a cobrar, mais uma vez, uma reforma administrativa: “Nós aprovamos a criação dos cargos hoje na CCJ, porque essa é uma área essencial; nós entendemos que a saúde da população é a suprema lei. Mas precisamos de uma reforma administrativa de verdade, porque a reforma que o governo faz é a reforma às avessas, com um governo cada vez mais perdulário e incapaz de atender às demandas do País”, destacou.

O senador lembrou que Orçamento de 2013 prevê um acréscimo de R$5,1 bilhões na folha de pagamento do governo Federal, que pretende contratar mais 61.682 novos servidores para os três Poderes, sendo 49.347 para o Executivo: “A folha de pessoal chegará a R$225,9 bilhões neste ano de 2013, coincidentemente, o ano que antecede a eleição presidencial. Fica a impressão de que a presidente da República está se preparando para a disputa eleitoral e convocando cabos eleitorais privilegiados para esse embate que se travará no campo eleitoral de 2014”. Manter essa estrutura gigantesca custa caro e, segundo Alvaro Dias, uma máquina inchada é consequência do modelo de cooptação política, que atrai partidos com favores e benesses do poder.

O governo vai engordando, e o povo vai pagando uma conta extremamente salgada. A carga tributária se eleva, esmaga o setor produtivo nacional, inibe o processo de crescimento econômico e o povo sofre as consequências, com serviços essenciais nas áreas de saúde, educação e segurança pública de péssima qualidade. Isso precisa mudar. Nós temos de destruir esse modelo, em nome de um futuro melhor para o povo brasileiro”, finalizou.

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