quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Aumento do policiamento em Duque de Caxias já vinha sendo cobrado por Andreia Zito

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro anunciou semana passada a criação da primeira companhia permanente numa favela da Baixada Fluminense, “uma espécie de UPP”, que será localizada na Mangueirinha, em Duque de Caxias. A deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) lembra que, desde março, vem cobrando do governo do estado soluções para o problema da migração de criminosos de comunidades pacificadas no município do Rio de Janeiro para as cidades da Baixada Fluminense.

Em 20 de março, ela requereu a realização de audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara (CSPCCO), para debater questões relativas à segurança pública nos municípios da Baixada Fluminense, em virtude da implantação do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na Capital. Além da participação do secretário de Segurança José Mariano Beltrame e dos chefes das polícias Civil e Militar, a parlamentar queria a presença dos prefeitos dos municípios da Baixada Fluminense, o que não ocorreu.

Durante a audiência pública realizada no dia 7 de maio, na CSPCCO, Andreia Zito registrou sua “insatisfação pela ausência dos prefeitos”, como ela havia solicitado. “A Baixada Fluminense está esquecida. Percebemos uma migração principalmente dos crimes de tráfico de drogas e roubo de veículos, entre outros, para os municípios da Baixada. Precisamos levar para esses prefeitos o que a secretaria pretende fazer com relação a esse problema”, ressaltou a parlamentar.

Ela citou a realização da CPI sobre Crianças Desaparecidas, da qual foi autora e relatora, e acentuou a importância da criação de delegacias especializadas na investigação sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes na Baixada. Por último, a deputada reivindicou, da cúpula da Segurança Pública, a instalação de uma Delegacia Legal em Duque de Caxias.

Segundo a PM, homens do Batalhão de Choque permanecerão por 30 dias na favela da Mangueirinha, às margens da Rodovia Washington Luiz, preparando a ocupação permanente, “numa espécie de UPP”. O modelo não será o mesmo das UPPs adotado em favelas cariocas. Será uma companhia, como outras já criadas em comunidades como Chatuba, Morro Azul e em Macaé, por exemplo.

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