O líder da Minoria na Câmara, deputado Nilson Leitão (PSDB/MT),
lamentou a decisão da presidente Dilma de manter os 39 ministérios, contrariando
os apelos das ruas durante as manifestações. Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, a petista
decidiu que não fará mudanças no primeiro escalão do governo. Ela teria se
decidido após conversa com Lula em Salvador.
Para Leitão, o bem do país e da população deveria estar acima das vontades do
PT. Apesar disso, Dilma segue governando o Brasil com um modelo errado. “Isso
demonstra a falência do modelo implantado pelo PT. Para se curar, qualquer
doente precisa primeiramente reconhecer a sua doença. E a presidente não
reconheceu a doença do seu governo, que é o exagero na estrutura montada pelo
PT”, observou.
De acordo com o líder da Minoria, a petista não quer dar o braço a torcer,
por isso mantém a enorme estrutura de ministérios. “Ela segue o mesmo ritmo
ideológico implantado pelo governo do PT e não vai jamais ter humildade de
escutar as vozes das ruas. A tendência é aumentar ainda mais o peso da máquina”,
destacou.
O próprio PMDB, maior partido da base de sustentação do governo Dilma,
sugeriu o corte de 14 pastas. Até o vice-presidente da República, Michel Temer,
considerou razoável a ideia de diminuir o número de pastas. O presidente da
Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) já defendeu publicamente a redução como
solução para a crise política.
Estrutura governamental grande e cara:
39 - É o número de ministérios do governo Dilma Rousseff
984.330 - É o número de servidores contratados para fazer as pastas
funcionarem
R$ 192,8 bilhões - É o custo anual com o gasto de pessoal dos ministérios
R$ 611 bilhões - É o valor das despesas de custeio de todas as pastas do
Executivo – sem considerar investimentos
22.417 - É o número de pessoas com cargos comissionados na administração
direta, autarquias e fundações do Poder Executivo federal
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Reportagem: Artur Filho

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