O bolso do consumidor será atingido em cheio pelos reflexos da alta do dólar na
economia. A avaliação é
dos deputados Valdivino de Oliveira (GO), Duarte
Nogueira (SP) e Antonio Carlos Mendes Thame (SP). De acordo com
o jornal “O Globo”, a moeda acumula quase 15% de alta desde janeiro. Com isso, a
inflação no comércio deve dobrar, podendo chegar a 7,4%, contra 3,5% em 2012. Os
setores mais afetados pelo câmbio são os de eletrodomésticos e móveis. Mas as
alimentos, bebidas e artigos farmacêuticos também devem sofrer alteração.
Para Valdivino de Oliveira, o governo Dilma precisa fortalecer os
investimentos do setor privado para incentivar a industrialização, gerar
emprego, criar um programa de crescimento sustentável e sanear o sistema
financeiro. A inflação é perversa e vai afetar principalmente o cidadão mais
pobre, explica o tucano. “Alguns produtos antes fabricados no país pararam de
ser feitos devido ao custo Brasil e à falta de competitividade. A nação parou de
produzir e agora estamos reféns dos preços estrangeiros”, apontou.
De acordo com Nogueira, a elevação do dólar facilita a exportação, mas traz
como consequência o desaquecimento do parque industrial, o aumento na taxa de
juros, o encarecimento dos produtos nacionais, o aumento da taxa de desemprego,
a pressão inflacionária e o aumento no custo de produção. “E isso é reflexo de
uma política econômica errada. O PT é bom cozinheiro com despensa cheia. Usaram
os recursos num momento em que o mundo progredia sem nenhuma crise, correu tudo
bem. Mas não fizeram reforma alguma, simplesmente usufruíram o que receberam de
herança. A herança era bendita, maldita vai ser a herança que eles vão deixar
para os sucessores”, afirmou.
Mendes Thame ressalta que a alta do dólar custará caro para o consumidor por
causa da distorção cambial destrutiva que estimulou o processo de
desindustrialização. Segundo ele, o governo petista permitiu que a indústria
brasileira perdesse competitividade e abriu as portas para os produtos
importados. O tucano alerta: a alta da inflação vai sobrar para o consumidor
final. “O consumidor não tem como se defender. A verdade é que a dona de casa e
o trabalhador já vêm sentindo essa inflação há muitos meses. Em algumas
capitais, a inflação medida neste ano chega a 12% dos preços dos itens da cesta
básica do trabalhador, que são aqueles produtos chamados pelos economistas de
bens de salário”, salientou.
De acordo com o jornal “O Globo”, a projeção da Confederação Nacional do
Comércio (CNC) mostra que os preços no comércio varejista vão subir 7,4% em
2013, sendo que em alguns setores, como o de bens duráveis, serão fortemente
afetados pela variação do câmbio, acima da média da inflação projetada para este
ano, de 6%. Os alimentos, bebidas e artigos farmacêuticos devem subir 7,9% no
ano, contra 3,9% em 2012.
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Reportagem: Artur Filho

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