O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) questionou na última quinta-feira (8), durante pronunciamento em
plenário, a necessidade da manutenção de embaixadas brasileiras em pequenos
países do Caribe. Apesar de terem juntos apenas 160 brasileiros vivendo em seu
território, Barbados, São Cristóvão e Neves, Trinidad e Tobago, Granada e Santa
Lúcia possuem embaixadas que consomem cerca de R$ 1 milhão por ano, fora os
salários de funcionários. Para o tucano, trata-se de desperdício, já que nem
mesmo o comércio entre o Brasil e essas nações chega a ser significativo.
De acordo com série do jornal “O Tempo”, na balança comercial, em 2012, o Brasil exportou US$
1,8 milhões para esses cinco países, menos do que 1% do total de suas
exportações, e importou US$ 700 milhões, cerca de 0,30% do total. “Não há
comércio intenso,
portanto. Quase não há brasileiros por lá, apenas 100 pessoas em cinco países. O
que há é um plano, uma
tentativa”, destaca Azeredo ao fazer menção à fala do próprio embaixador em
Granada, Ricardo Diniz.
O deputado destaca que a série de reportagens ressalta que “falta trabalho e
sobra política nessas embaixadas do Caribe”. Isso porque o número de turistas brasileiros
também é irrisório e não há exigência de vistos para entrada nas ilhas. É baixa
a procura por serviços prestados como emissão de passaportes, certidões e outros
documentos. A justificativa dos embaixadores para a existência dessas
representações seria a necessidade de aproximação entre o Brasil e os países do
Caribe.
Azeredo chama atenção, porém, para o fato de países como o Taiwan, que negocia cerca de U$$ 5,5 milhões
para o Brasil e não possui embaixadas. O que existe por lá é apenas um
escritório comercial. O parlamentar lembra ainda que o Ministério das Relações
Exteriores teve um importante aumento orçamentário no último ano: R$ 300 milhões
em 2012, para R$ 2,2 bilhões em 2013.
“Temos que ter o bom uso desse recurso. Apenas 37 dos 210 consulados e
embaixadas dão, realmente, uma prestação de contas normal desses valores”,
ressalta. Segundo o parlamentar, o Brasil precisa de uma política externa que
não seja megalomaníaca e que não fique “desperdiçando dinheiro em ilhas que as
pessoas sequer conhecem”.
Do Portal do PSDB na Câmara
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