A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à
Constituição do voto aberto para perda de mandato parlamentar – a PEC 196/12,
do senador Alvaro Dias (PSDB/PR) – promoveu, nesta terça-feira (03/09),
audiência pública na Câmara dos Deputados. A comissão pretende votar a proposta
no dia 1º de outubro.
“Há a necessidade de concluir o debate. Mesmo que outras
propostas estejam sendo discutidas, nós podemos votar antes a PEC do senador
Alvaro Dias. É fundamental que possamos avançar”, disse o relator, deputado
Vanderlei Macris (PSDB-SP).
O deputado Júlio Delgado (PSB/MG) também defendeu a
aprovação da PEC de Alvaro Dias: “Essa PEC é um consenso entre todos nós, além
de atender a um clamor da sociedade”.
Participaram do debate representantes da
OAB e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Durante a audiência, representantes do site Avaaz entregaram
aos deputados um abaixo-assinado com 650 mil assinaturas a favor do voto
aberto. “Estamos aqui para trazer o apoio da sociedade civil ao voto aberto.
Transparência é o preço que se paga pelo regime democrático. Não há espaço para
o segredo, e a sociedade brasileira está atenta a essa votação no Congresso”,
disse o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado.
Voto aberto para processos de cassação é consenso
O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN), anunciou que pretende colocar em votação nesta terça-feira, no
Plenário, uma PEC que institui o voto aberto para todas as votações do
Congresso, incluindo cassação de mandatos de parlamentares, análise de vetos
presidenciais e aprovação de autoridades. A PEC foi aprovada em primeiro turno
há sete anos, e desde então, está parada, esperando votação em segundo turno. A
matéria, entretanto, não é consenso entre os partidos, justamente em razão de
sua amplitude.
“No Congresso, muitos parlamentares não concordam, por exemplo, com
o voto aperto para indicações de ministros de tribunais superiores. A visão
geral é de que a preservação do voto secreto, nesse caso, é benéfica para o
País. Já para o voto aberto em cassações de mandatos foi alcançado o consenso,
tanto no Senado como na CCJ da Câmara, e se ela for votada em dois turnos no
Plenário, será aprovada em definitivo e promulgada ainda neste ano. Eu creio
que a Câmara tem uma oportunidade única de colocar logo em deliberação o
projeto de cassação do parlamentar, aprovando a PEC que institui o voto aberto,
a fim de que se alguém desejar compactuar com a corrupção, com a impunidade,
com o crime, que mostre a cara ao país”, disse o senador.
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