Desde o início da implantação da primeira Unidade de Policia
Pacificadora (UPP) há cinco anos, na Favela Santa Marta, Zona Sul do Rio, a
sociedade civil acompanhou com atenção e certa dose de desconfiança e
esperança. O modelo inovador se apresentou como o início de uma nova era na
Segurança Pública do Rio. Aliás, cogitou-se ser esse o piloto para o país
inteiro, sendo um divisor de águas na guerra contra a violência e o
narcotráfico. No entanto, estava claro que o audacioso projeto exigiria
continuidade e inteligência para a sua manutenção, pois os desafios eram
muitos.
Com base na política
adotada na Colômbia, o Governo do Estado apostou alto e acertou na iniciativa
que trouxe mudança de vida para milhares de cariocas, residentes em comunidades
dominadas pelo tráfico de drogas. A retomada gradativa de cada morro, tendo no
Complexo do Alemão o seu momento maior, encheu a sociedade de orgulho de ver o
Poder Público como autoridade constituída e soberana.
Hoje já são mais de
30 UPPs em toda a cidade do Rio e o modelo aparentemente veio para ficar. Entretanto, as etapas seguintes à implantação merecem manter a atenção
estratégia do começo. Trata-se de algo que exige dedicação permanente, já que
os tentáculos do tráfico são muitos e resistentes.
Texto do advogado Marcos Espínola

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