A Comissão de Educação promoverá audiência pública para
discutir a prática do assédio ideológico nas escolas brasileiras de educação
básica. De autoria dos tucanos Rogério Marinho (RN), João Campos (GO), Izalci
(DF), Eduardo Cury (SP) e de Diego Garcia (PHS-PR), o requerimento foi aprovado
na quarta-feira (15), apesar do voto contrário de petistas e aliados.
“Nossa intenção é que esse debate saia debaixo do tapete. A
questão do assédio ideológico deturpa o processo educacional brasileiro e acho
sim que hoje é uma prática pedagógica. Por isso é importante o debate deste
tema nesta Casa”, disse Rogério Marinho em resposta aos membros da base do
governo, que se posicionaram contra a realização da audiência.
Segundo os parlamentares, o indivíduo em formação não possui
maturidade intelectual suficiente para fazer juízo de valor sobre
posicionamentos a eles apresentados. Na avaliação dos requerentes da sessão, o
professor abusa dessa situação de vulnerabilidade para impor seus conhecimentos
ideológicos.
“A Constituição Federal é clara e objetiva quando no artigo
206, inciso II, estabelece que o ensino brasileiro será ministrado com base na
liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o
saber. Continuar permitindo que as crianças brasileiras sejam assediadas
ideologicamente é, além de um despropósito moral, uma clara afronta à Carta
Magna”, defenderam no requerimento.
Entre os convidados para o debate estão o presidente da
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Alessio Costa Lima; o
presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto
Franklin de Leão; a professora da Universidade de São Paulo Marilena Chauí; e o
coordenador do Movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib.

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