A Páscoa é a celebração da ressurreição de Cristo, três dias
após sua morte, conforme o Novo Testamento. É o mais antigo feriado cristão e o
dia mais importante do ano eclesiástico
A festa surgiu cerca de 1.400 anos do nascimento de Jesus
para celebração da primavera - no hemisfério norte - por pastores nômades
Por volta da metade do século 2, a celebração foi integrada
aos ritos cristãos representando a ressurreição de Jesus Cristo
A palavra "Páscoa" chegou ao português através do
latim e, antes do grego "pascha", no sentido de pastagem ou alimento,
por ser o momento de terminar o jejum da Quaresma. Outra explicação para a origem da palavra é o hebraico
"pesach", que significa passagem.
A tradição do coelhinho da Páscoa chegou a América no século
18, vinda da Europa, onde o símbolo era uma lebre. O coelho representa a
fertilidade.
O lírio branco é a flor símbolo da Páscoa por representar a
ressurreição.
A tradição dos ovos de Páscoa vem de antes da incorporação
da data como evento religioso. Em muitas culturas, as pessoas trocavam ovos
como símbolo do renascimento.
Reis europeus costumavam dar de presente ovos de porcelana
decorados com ouro e joias. A partir de 1885, a família imperial russa passou a
presentear com ovos de metais preciosos que continham esculturas em miniatura
em seu interior, criados pelo joalheiro Peter Carl Fabergé. Hoje, as peças de
Fabergé são consideradas joias raras.
Os franceses começaram a rechear os ovos de
galinha com chocolate e o recheio acabou se tornando mais popular que a casca
Os ovos totalmente feitos de chocolate surgiram no final do
século 19.
O Brasil é o segundo maior consumidor de ovos de chocolate,
perdendo apenas para os Estados Unidos.
Em 2014, o Brasil produziu 80 milhões de ovos de Páscoa,
consumindo cerca de 20 mil toneladas de chocolate
Em 2016, os fabricantes esperam vender 100 milhões de ovos
no país. Será?
Com informações de BOL Notícias
Com informações de BOL Notícias






Um comentário:
A matéria do BOL Notícias não colocou que a Páscoa era uma festa judaica celebrada pelos israelitas e que, segundo a Torá, teria marcado o êxodo egípcio. Porém, é possível que a sua origem esteja em rituais de fertilidade entre os pastores nômades hebreus que realmente marcavam o começo da primavera no Hemisfério Norte. Nos tempos de Jesus de Nazaré, seu povo já comemorava o evento há séculos com a reunião de famílias no Templo de Jerusalém. Neste sentido, vale a pena citar os pertinentes comentários do teólogo italiano Sandro Gallazzi:
"No templo, o centro é o altar. Imenso, visível: uma base de 10 metros, uma altura de 6 metros, o fogo dos sacrifícios sempre aceso. Os cordeiros eram distribuídos ao povo depois de ter sido degolados e depois de os sacerdotes ter recolhido o sangue e feito as prescritas aspersões rituais (2Cr 35,11). A páscoa, comida por todos, era precedida pelos holocaustos imolados no altar do templo. O altar que nos subjuga a Deus e a seus sacerdotes, é substituído pela mesa que nos faz iguais e irmãos (...) A imagem de uma multidão de gente de pé, ao redor de um altar fumegante, encharcado do sangue de milhares de cordeiros, é totalmente diferente de um grupo de amigos reclinados ao redor de uma mesa para condividir um prato de comida." (O Evangelho de Mateus - uma leitura a partir dos pequeninos. Comentário Bíblico Latinoamericano. São Paulo: Fonte Editorial, 2012, pág. 526)
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