O custo médio da energia elétrica para a indústria do estado
do Rio é 24,8% superior à média nacional. De acordo com o estudo “Quanto custa
a energia elétrica para a pequena e média indústria no Brasil?”, divulgado pelo
Sistema FIRJAN, em fevereiro, o custo médio para as indústrias
fluminenses no mercado regulado é de R$ 628,83 por MWh, o maior do país. A
segunda posição é ocupada pelo Pará (R$ 609,79) e, a terceira, pelo Mato Grosso
(R$ 580,05).
O estudo utiliza as tarifas de 2016 disponibilizadas pela
Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A Federação das Indústrias ainda
chama a atenção para o aumento da alíquota de ICMS aprovado pela Alerj
(Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) em meio às propostas do
pacote anticrise do governo do estado. A medida, que entra em vigor em abril,
fará com que o custo aumente cerca de 5% e chegue a R$ 659,02 por MWh, sem
contar os reajustes anuais e os repasses para pagamento das indenizações às
transmissoras de energia.
De acordo com o Sistema FIRJAN, o setor produtivo do Rio de
Janeiro necessita de mudanças em prol de sua competitividade. “É imprescindível
que seja reduzido o montante de perdas não técnicas de energia nas
distribuidoras estaduais, bem como devem ser intensificadas políticas públicas
que permitam o acesso seguro das equipes das concessionárias aos locais de
risco. A tributação também deve ser equiparada aos demais estados, na busca por
tarifas em patamares mais condizentes com o resto do país”, ressalta o estudo.
No Brasil, o custo médio da energia elétrica para a
indústria no mercado regulado é de R$ 504 por MWh, após queda de 10,7% na
comparação com 2015. A redução está relacionada à conjuntura econômica
desfavorável, que possibilitou a redução da geração termelétrica e a troca da
bandeira vermelha pela bandeira verde. Porém, o Sistema FIRJAN destaca que o
custo ainda se encontra em nível elevado. Desde 2013, o aumento na média
nacional foi de 48,2%.
No “Boletim de conjuntura do setor elétrico brasileiro”, a
Federação das Indústrias também chama a atenção para a despesa extra que os
consumidores terão por conta do pagamento das indenizações às
transmissoras. No documento, o Sistema
FIRJAN ressalta que os consumidores já garantiram a remuneração dos ativos não
depreciados, pagando por décadas, via tarifa, a RGR (Reserva Global de
Reversão). E que, por isso, não cabe a eles esta despesa adicional.
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O estudo “Quanto custa a energia elétrica para a pequena e média indústria no Brasil?” pode ser acessado AQUI

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