“Nos últimos anos, o aumento acumulado das tarifas da
energia elétrica para as empresas da região tem sido muito superior a dos
demais municípios do estado. Isso traz um grande problema de competitividade,
especialmente quando somamos a isso outras desvantagens que o interior já
possui”, analisa o empresário Cláudio Tangari, vice-presidente da Firjan e
conselheiro da instituição no Centro-Norte Fluminense.
Carlos Eduardo de Lima, presidente da Firjan Centro-Norte
Fluminense, corrobora e alerta que o interior está atravessando um processo
crítico de desindustrialização, com muitas empresas tradicionais fechando suas
portas. “Temos a energia mais cara do estado do Rio. Isso afeta diretamente a
geração de emprego e a instalação de novas indústrias. O interior sempre sai em
desvantagem, pois temos ainda outros custos, como fretes e pedágios, por
exemplo. As empresas estão cada vez mais desestimuladas a se manterem aqui”,
destaca.
A Firjan vem atuando para atenuar esse cenário.
Recentemente, o Conselho Empresarial de Energia Elétrica da federação convidou
o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, para falar sobre as medidas que estão
sendo tomadas para reduzir as tarifas. Pepitone reforçou que o órgão está
trabalhado para aliviar as contas em 2019 e 2020.

Nenhum comentário:
Postar um comentário