sábado, 29 de junho de 2019

Aumento da energia em Nova Friburgo prejudica competitividade

Aprovado pela Aneel, em 18/06, o reajuste da eletricidade da distribuidora Energisa Nova Friburgo preocupa os empresários da região. Em vigor desde sábado (22/06), o aumento foi de 9,21% para os consumidores de baixa tensão e de 9,48% para os de alta tensão. De acordo com a Aneel, os aumentos se deram por conta dos impactos dos componentes financeiros e custos de aquisição do insumo, uma vez que a concessionária adquire energia da Usina de Itaipu e a transação é feita em dólar.

Nos últimos anos, o aumento acumulado das tarifas da energia elétrica para as empresas da região tem sido muito superior a dos demais municípios do estado. Isso traz um grande problema de competitividade, especialmente quando somamos a isso outras desvantagens que o interior já possui”, analisa o empresário Cláudio Tangari, vice-presidente da Firjan e conselheiro da instituição no Centro-Norte Fluminense.

Carlos Eduardo de Lima, presidente da Firjan Centro-Norte Fluminense, corrobora e alerta que o interior está atravessando um processo crítico de desindustrialização, com muitas empresas tradicionais fechando suas portas. “Temos a energia mais cara do estado do Rio. Isso afeta diretamente a geração de emprego e a instalação de novas indústrias. O interior sempre sai em desvantagem, pois temos ainda outros custos, como fretes e pedágios, por exemplo. As empresas estão cada vez mais desestimuladas a se manterem aqui”, destaca.

A Firjan vem atuando para atenuar esse cenário. Recentemente, o Conselho Empresarial de Energia Elétrica da federação convidou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, para falar sobre as medidas que estão sendo tomadas para reduzir as tarifas. Pepitone reforçou que o órgão está trabalhado para aliviar as contas em 2019 e 2020.

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