É imprescindível para o equilíbrio dos estados e municípios
que eles também integrem a reforma da Previdência. Esta é a conclusão do estudo
“Previdência dos estados: o país que queremos em 10 anos”, elaborado pela
Firjan e apresentado à líder do governo no Congresso, deputada Joise Hasselmann
(PSL/SP). O encontro com empresários fluminenses, na sede da federação, também contou com a presença do governador do Rio, Wilson Witzel.
Na abertura do encontro, o presidente da Firjan, Eduardo
Eugenio Gouvêa Vieira, ressaltou o trabalho da deputada no Congresso Nacional a
favor da aprovação da reforma da Previdência e destacou a necessidade de manter
os estados e municípios na matéria. “Não tem cabimento, estados e municípios
ficarem de fora da reforma. Temos que apoiar essa inclusão. Tenho dito aos que
me perguntam sobre o país, que o Brasil está condenado ao sucesso”, reafirmou
Eduardo Eugenio, destacando os enormes investimentos no país, na ordem de US$
400 bilhões, no mercado de petróleo e gás até 2025.
O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart,
ressaltou a necessidade de manter estados e municípios na reforma da
Previdência. Os números, baseados em estudos da federação, ilustram o déficit
da Previdência no orçamento dos estados, que somou R$ 77,8 bilhões em 2017. O
Rio de Janeiro se destaca com um déficit de R$ 10,6 bilhões, o que equivale a
um custo social de R$ 663 por ano para cada morador.
Já na análise do financiamento do déficit, entre 2014 e
2018, o Rio lidera como o estado com a maior redução de investimentos (R$ 8
bilhões), seguido por São Paulo (R$ 5,7 bilhões) e Minas Gerais (R$ 3,7
bilhões).
Conforme a federação, em 10 anos, a reforma destravaria R$
729 bilhões de investimentos privados e outros R$ 655 bilhões de investimentos
públicos, totalizando R$ 1,4 trilhão. A soma tem o potencial de impulsionar
4.669 obras paralisadas em todo o país, além de garantir melhorias na saúde,
educação, segurança pública, saneamento básico e habitação.
“Aumentar a carga tributária para equalizar a questão fiscal
não é mais uma opção. A indústria já é o setor que mais paga impostos. É
importante destacar que a aprovação da reforma, além de representar uma saída
para o problema fiscal do país, também abrirá grandes oportunidades de
investimentos”, disse Goulart.
Já a deputada Joice Hasselmann disse que a aprovação da
reforma no Congresso só acontecerá a partir de um grande pacto político,
envolvendo parlamentares de todos os segmentos partidários. Ela pediu o apoio
dos empresários e do governador do Rio para que convençam suas bancadas
federais a firmar o compromisso de votar a favor da reforma. Joice contou que
está percorrendo o país em caravana para esclarecer a população sobre os
benefícios do projeto e os riscos que o país enfrentará caso não ocorra a
reforma.
O governador Wilson Witzel declarou se apoio ao tema e pediu
que o governo federal ouça mais os estados e dê mais liberdade para que o
executivo estadual possa promover as mudanças necessários em prol do
desenvolvimento econômico. Segundo ele, é fundamental haver a desburocratização
da máquina pública para que ocorra a atração de novos investimentos.

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