A ACP teve origem no inquérito civil 18/2017, instaurado
pela Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Nova Friburgo em julho
de 2017 para apurar a existência de equipamentos em mau estado de conservação e
a presença de insetos na cozinha do hospital.
Após visita do Grupo de Apoio aos
Promotores (GAP/MPRJ) ao local, os agentes confirmaram a presença de
equipamentos antigos, inclusive com produção de fumaça tóxica pela secadora de
roupas, o que dificulta o trato respiratório dos funcionários, especialmente em
razão de ventilação insuficiente na lavanderia.
Com relação à cozinha da
unidade, constatou-se que o espaço possuía buracos e brechas em sua estrutura facilitando a proliferação de insetos e tornando inócua a realização do serviço
de dedetização.
Conforme ressaltado na decisão judicial, não houve êxito nas
tentativas do MPRJ de que fossem realizadas reformas no local, mesmo com a
Secretaria Municipal de Saúde tendo concordado com a necessidade das obras. Foi
levantada pela secretaria, inclusive, a possibilidade de terceirização da
cozinha e a utilização de outra lavanderia enquanto estivessem em execução as
intervenções solicitadas. “Porém, nada foi executado de forma eficiente. As
fotografias indicam a omissão na conservação da estrutura hospitalar, trazendo
riscos à saúde de todos que ali frequentam e, mesmo já adotadas algumas
medidas, foram as mesmas ineficazes para sanar as graves irregularidades”,
destaca a decisão, que estabelece a aplicação de multa ao prefeito do município
caso as medidas não sejam cumpridas.
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