Resposta ao áudio.
Em 23/01/2019, recebemos um mandado judicial para internação
de um paciente no CTI. Como de costume, falamos no grupo restrito da Direção do hospital
Raul Sertã, em que participavam eu, o Diretor Médico na ocasião, Arthur Mattar,
a Diretora Geral e a Subsecretária de Atenção Hospitalar, vez que sempre conversávamos de forma privada em tal grupo, sobre o
direcionamento das condutas a serem realizadas. Ressalvando que as condutas
médicas não eram de minha competência, pois o médico dirigente, era o Dr.
Artur, que no caso do referido paciente, ele mesmo já havia nos informado da
situação de risco de morte e que só teria vaga no CTI do nosso hospital se
alguém morresse, ou seja, se tivesse “alta celestial”, palavras frequentes do
Dr. Arthur.
O paciente, segundo o Diretor Médico, tinha a saúde
completamente debilitada, necessitando fazer uma cirurgia e o mandado
determinava a internação dele no CTI. Nosso hospital não tinha leito de CTI
vago. Autorizei de pronto a internação dele em um hospital privado da
municipalidade, arcando a administração pública com o custo e demais despesas
necessárias à acomodação do paciente no CTI, prática reiterada, por vezes, pois
nossa gestão prima sempre pela vida. Prática essa que aprendi em casa com a
minha família e a pratico no dia a dia por aqueles que comigo convivem, sendo
fácil comprovar.
Após horas e horas de discussão, que se prolongou até o dia
24/01, a respeito da situação do paciente, se primeiro seria feita a cirurgia e
depois a sua remoção para o CTI, ou vice versa, aguardando posicionamento do
Diretor Médico quanto ao contato com os profissionais que realizariam a
cirurgia e quanto a decisão se o paciente estava estável o suficiente para
suportar o procedimento, eu disse com ênfase às frases veiculadas no áudio de
forma isolada, buscando não a morte do paciente, mas a resolutividade da
circunstância.
A ex Secretária finalizou o seu texto informando que irá tomar as medidas cabíveis para quem vazou a conversa, que foi divulgada em grupo fechado.
Entendo que a conduta de divulgar um áudio de um grupo
privado de Direção descontextualizada é um ato criminoso e no mínimo antiético
que não merece crédito, pois se vale de um momento político e de julgamento
daqueles que desconhecem a minha postura integra, profissional e acima de tudo
humana. Sendo certo que as medidas judiciais cabíveis serão tomadas.
Tânia Trilha.

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