segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Crise? Só para o povão,não para a presidente

O brasileiro já sentiu no bolso os efeitos da economia no país. A presidente Dilma já admitiu que cortes serão necessários para que se possa recuperar a economia do país. No entanto, os cortes propostos pela presidente não diz respeito ao Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada e para a Granja do Torto. O motivo? Em pregão previsto para ser realizado nesta terça, 15, o governo estima gastar R$ 215.615,59 com rechauds (utensílios utilizados para manter os alimentos quentes), colheres, espátulas e outros materiais para serem usados nas refeições da presidente.

O edital exige que a maioria dos utensílios seja de prata para manter a padronização, e traz imagens dos modelos que a presidência quer adquirir. Só com os rechauds, o governo deve desembolsar R$ 62,6 mil. São 30 unidades que variam entre R$ 300 e R$ 5,8 mil, conforme as especificações. Ainda serão compradas dez colheres, ao preço unitário de R$ 303,33, e cinco espátulas de prata, que vão custar R$ 1.166,67 cada uma.

Outro gasto previsto é com dez apoios para colher em prata, ao custo de R$ 796,70 cada. Para ornar os ambientes dos palácios, R$ 11 mil serão gastos na compra de dez cachepots em prata (recipientes usados para colocar os vasos de planta).

Não é a primeira vez este ano que o governo adquire produtos requintados para a Presidência da República. Em abril, foi autorizada a compra de dez baldes de gelo térmico, no valor total de R$ 9 mil. Os baldes também são de prata, e de “design elegante, com alça, durável e práticos”, segundo descrição disponível no Portal da Transparência.

Parece piada, né? Mas trata-se da mais pura realidade!



Informações do jornal O Globo

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