O deputado Otavio Leite (PSDB-RJ) entrou com representação
na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo a suspensão imediata da
veiculação de propagandas oficiais do governo federal. De acordo com o tucano,
o excesso de publicidade num momento em que há cortes de orçamento em setores
essenciais, a exemplo de Saúde, Educação e Assistência Social, ofende ao
princípio da razoabilidade dos gastos públicos.
Pouco em utilidade pública
“É um absurdo esse gasto exorbitante com propaganda oficial,
no momento em que faltam recursos em áreas essenciais”, afirmou parlamentar.
Otavio afirma que o gasto com publicidade, nesta ano, já atinge R$ 265,2
milhões, segundo cálculo feito pela ONG “Contas Abertas”. Desse total, R$ 70,3
milhões foram torrados pela Presidência da República para publicidade
institucional, que visa divulgar informações sobre atos e programas
governamentais. A verba usada em campanhas de utilidade pública e
conscientização foi apenas de R$ 4,5 milhões.
Na representação, Otávio Leite destaca que o gasto de
publicidade da Presidência supera o do Ministério da Saúde, responsável por
campanhas de conscientização. O MEC ocupou o terceiro lugar no ranking, com
desembolso de R$ 24,8 milhões.
Segundo o tucano, esta não é a primeira vez que se recorre a
Justiça contra os gastos do governo em publicidade: em abril, o PSDB
representou e o juiz federal Renato Coelho Borelli acatou um pedido para que a
publicidade do governo explicando o ajuste fiscal fosse suspensa, por entender
que as propagandas não condiziam com a realidade. À época, o juiz concedeu o
prazo de 72 horas para a União retirasse toda e qualquer publicidade do Governo
Federal que tratava de garantias trabalhistas e o sistema energético, sob pena de
multa de R$ 50 mil por dia.

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