Em seu novo artigo, o advogado João Tancredo aborda sobre a
morte do menino Aylan Kurdi, que era um dos vários refugiados de várias partes
do mundo, essencialmente da Síria; e também aponta a necessidade de
solidariedade, não só dos países desenvolvidos, como do Brasil, considerado um
país emergente, mas que sem dúvida está em melhores condições do que um país em
Guerra
O Brasil passa por uma das maiores crises dos últimos anos.
Diante de forte recessão, a classe trabalhadora está sendo pressionada,
perdendo o poder de compra, o emprego etc. No entanto, com toda a dificuldade,
nada é comparável à angústia e sofrimento das centenas de milhares de
refugiados de várias partes do mundo, essencialmente da Síria. Como
brasileiros, sendo considerado um dos povos mais receptivo do mundo não podemos
ter outra postura a não ser acolher aqueles que buscam paz e dignidade.
A imagem do pequeno Aylan Kurdi, de apenas três anos,
encontrado morto numa praia da Turquia, rodou o mundo e se tornou o símbolo de
insensatez e vergonha para a comunidade européia que insiste em ignorar o drama
dessas pessoas. Famílias inteiras que nada querem a não ser fugir da guerra,
das perseguições e miséria. Mais de duas mil se esquivaram das bombas e tiros
em seus países, mas acabaram morrendo no longo caminho atrás de terra segura.
Em verdade, mais que uma vergonha para os líderes europeus,
essas mortes são sucessivas tragédias que envergonham a humanidade. Enquanto
discutem exaustivamente as finanças da zona do euro, crise grega e tantas
outras questões econômicas e políticas, vidas estão sendo perdidas embaixo dos
narizes desses chefes de estado dos chamados países desenvolvidos.
Recentemente, mais de quatro mil refugiados estavam
encurralados depois de autoridades Macedônias fecharem suas fronteiras. A
Dinamarca mantém a posição de não recebê-los. Na Hungria, além da truculência da
policia e das autoridades locais estudarem erguer um muro de arame farpado ao
longo da fronteira com a Sérvia, uma cinegrafista chocou o mundo quando
agrediram vários refugiados, inclusive um senhor com uma criança nos braços,
derrubando-o no chão. Uma imagem que também correu o planeta pela internet.

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