segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Campanha nacional de combate à sífilis em Nova Friburgo

A secretaria de Saúde de Nova Friburgo, através da subsecretaria de Vigilância em Saúde e do Programa Municipal de DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS, realizará em Nova Friburgo a campanha de incentivo ao diagnóstico da sífilis entre os dias 13 e 16 de outubro, marcando a campanha nacional de combate à sífilis, que acontece sempre no terceiro sábado do mês de outubro.

A campanha será direcionada à população em geral, com foco especial às gestantes e seus parceiros, além de buscar sensibilizar os profissionais da Saúde para que recomendem a seus pacientes a realização dos testes durante o pré-natal e nos atendimentos à população sexualmente ativa.

Será oferecida a testagem rápida para a sífilis entre os dias 13 e 16 de outubro na Policlínica Dr. Sylvio Henrique Braune, de 8h as 12h, e nas Estratégias de Saúde da Família (ESF), nos dias específicos: Olaria III- Amarelinho (16); Riograndina e Stucky (14).

A sífilis pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação e nos casos em que a mãe não realiza o tratamento, a taxa de transmissão é de 70% a 100%, nas fases primária e secundária da doença. A sífilis congênita apresenta elevada mortalidade, podendo chegar a 40% das crianças infectadas.

Seguindo uma série histórica para eliminação da transmissão vertical do HIV e sífilis,em 2009, através da OPAS e UNICEF o lançamento da “Iniciativa regional para a eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis na América Latina e Caribe”, e posteriormente em 2010, o “Plano global para eliminação de novas infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter suas mães vivas”. “Nesse mesmo ano, os estados-membros da OPAS aprovaram o “Plano de Ação para a Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis Congênita”, estabelecendo metas para o ano de 2015, como redução da taxa de transmissão do HIV para menos de 2% e da taxa de incidência de sífilis congênita para menos de 0,5 por 1.000 nascidos vivos.”

Sífilis congênita

A sífilis congênita se manifesta com abortamento, nascimentos prematuros ou nascimentos seguidos de morte. Ao nascer, a criança com sífilis congênita pode apresentar lesões bolhosas, ricas em treponemas, na palma das mãos, planta dos pés, ao redor da boca e do ânus. Mesmo quando não se manifesta com essas características, a infecção congênita pode permanecer latente, vindo a se expressar durante a infância ou mesmo na vida adulta.

A definição da sífilis congênita deve ser feita pelo médico levando em consideração a comparação dos resultados dos testes não treponêmicos da mãe e da criança, os resultados dos exames de imagem e dos sinais clínicos presentes na criança.

Orientações gerais, antes e durante a gravidez

• Enfoque à promoção em saúde por meio de ações de informação, educação e comunicação para as questões relacionadas às doenças sexualmente transmissíveis, em geral, e mais especificamente quanto à sífilis.
• Prática de sexo protegido (uso regular de preservativos – masculino ou feminino).
• Diagnóstico precoce de sífilis em mulheres em idade reprodutiva e em seu(s) parceiro(s).
• Realização do VDRL em mulheres que manifestem intenção de engravidar nas consultas dentro das ações de saúde sexual e reprodutiva, nas consultas ginecológicas em geral, incluindo as consultas de prevenção do câncer de colo do útero e de mama.

O Programa Municipal de DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS, fica localizado na Policlínica Dr. Sylvio Henrique Braune – Sala 5 – Suspiro – e disponibiliza atendimento e segmento no tratamento aos portadores de sífilis e seus parceiros (as) e recém-nascidos expostos ou com diagnóstico definido.

Vale ressaltar que todas as puérperas e recém nascidos devem ser encaminhados ao ambulatório de DST/AIDS/HV para dar sequência ao tratamento.

Nenhum comentário: