A secretaria de Saúde de Nova Friburgo, através da
subsecretaria de Vigilância em Saúde e do Programa Municipal de
DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS, realizará em Nova Friburgo a campanha de incentivo
ao diagnóstico da sífilis entre os dias 13 e 16 de outubro, marcando a campanha
nacional de combate à sífilis, que acontece sempre no terceiro sábado do mês de
outubro.
A campanha será direcionada à população em geral, com foco
especial às gestantes e seus parceiros, além de buscar sensibilizar os
profissionais da Saúde para que recomendem a seus pacientes a realização dos
testes durante o pré-natal e nos atendimentos à população sexualmente ativa.
Será oferecida a testagem rápida para a sífilis entre os
dias 13 e 16 de outubro na Policlínica Dr. Sylvio Henrique Braune, de 8h as
12h, e nas Estratégias de Saúde da Família (ESF), nos dias específicos: Olaria
III- Amarelinho (16); Riograndina e Stucky (14).
A sífilis pode ser transmitida da mãe para o filho durante a
gestação e nos casos em que a mãe não realiza o tratamento, a taxa de
transmissão é de 70% a 100%, nas fases primária e secundária da doença. A
sífilis congênita apresenta elevada mortalidade, podendo chegar a 40% das
crianças infectadas.
Seguindo uma série histórica para eliminação da transmissão
vertical do HIV e sífilis,em 2009, através da OPAS e UNICEF o lançamento da
“Iniciativa regional para a eliminação da transmissão vertical do HIV e da
sífilis na América Latina e Caribe”, e posteriormente em 2010, o “Plano global
para eliminação de novas infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter
suas mães vivas”. “Nesse mesmo ano, os estados-membros da OPAS aprovaram o
“Plano de Ação para a Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis
Congênita”, estabelecendo metas para o ano de 2015, como redução da taxa de
transmissão do HIV para menos de 2% e da taxa de incidência de sífilis
congênita para menos de 0,5 por 1.000 nascidos vivos.”
Sífilis congênita
A sífilis congênita se manifesta com abortamento,
nascimentos prematuros ou nascimentos seguidos de morte. Ao nascer, a criança
com sífilis congênita pode apresentar lesões bolhosas, ricas em treponemas, na
palma das mãos, planta dos pés, ao redor da boca e do ânus. Mesmo quando não se
manifesta com essas características, a infecção congênita pode permanecer
latente, vindo a se expressar durante a infância ou mesmo na vida adulta.
A definição da sífilis congênita deve ser feita pelo médico
levando em consideração a comparação dos resultados dos testes não treponêmicos
da mãe e da criança, os resultados dos exames de imagem e dos sinais clínicos
presentes na criança.
Orientações gerais, antes e durante a gravidez
• Enfoque à promoção em saúde por meio de ações de
informação, educação e comunicação para as questões relacionadas às doenças
sexualmente transmissíveis, em geral, e mais especificamente quanto à sífilis.
• Prática de sexo protegido (uso regular de preservativos –
masculino ou feminino).
• Diagnóstico precoce de sífilis em mulheres em idade
reprodutiva e em seu(s) parceiro(s).
• Realização do VDRL em mulheres que manifestem intenção de
engravidar nas consultas dentro das ações de saúde sexual e reprodutiva, nas
consultas ginecológicas em geral, incluindo as consultas de prevenção do câncer
de colo do útero e de mama.
O Programa Municipal de DST/AIDS/HEPATITES VIRAIS, fica
localizado na Policlínica Dr. Sylvio Henrique Braune – Sala 5 – Suspiro – e
disponibiliza atendimento e segmento no tratamento aos portadores de sífilis e
seus parceiros (as) e recém-nascidos expostos ou com diagnóstico definido.

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