Vivemos a maior crise do emprego dos últimos 15 anos. O
desemprego da população jovem, entre 18 e 24 anos, já bate na casa dos 20%. A
chamada geração Y, ou seja, pessoas que nasceram entre os anos 80 e 90, está
vivenciando a primeira grande crise do emprego.
Acostumados a mudar de emprego constantemente, e até a
negociar salários, hoje, os jovens vivem um cenário diferente, com maior
dificuldade para encontrar um emprego. Nos últimos meses, esse tem sido o
primeiro segmento a ser demitido, seja por falta de experiência ou menor
afinidade com a empresa. Dessa forma, a maioria dos jovens já não possui o
mesmo comportamento itinerante. A falta de opções no mercado e os salários mais
baixos vêm limitando as movimentações.
Alguns dados são alarmantes. O pagamento de
seguro-desemprego cresceu 31% em 2015. Já o saque do FGTS (Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço) aumentou em 16% no primeiro semestre. Estima-se que no
ano que vem o cenário pode ser ainda pior.
O que o jovem em início de carreira deve fazer? Continuar em
processo de qualificação? Investir em novas áreas de trabalho, que sejam mais
atrativas? O fato é que o número de vagas vem diminuindo e dessa forma o
salário também. A geração Y, que tem a flexibilidade no emprego como essência,
agora começa a ficar mais temerosa; para alguns, a alternativa seriam os
concursos públicos, mas isso o governo também cortou.
Esse início de crise coloca em “check” uma geração de
trabalhadores que devia ser responsável pela construção de novas tecnologias e
melhoria dos serviços. Diminuir a tributação das empresas e investir em
práticas empreendedoras são saídas imediatas para superar a crise do emprego e
resgatar a auto-estima da população economicamente ativa.
Eduardo Sol
Secretário Geral do PSDB-RJ

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