Em junho deste ano, a FIRJAN – Federação das Indústrias do
Estado do Rio de Janeiro – divulgou o seu Índice FIRJAN de Gestão Fiscal
(IFGF), tomando como base os relatórios financeiros de 5.243 municípios no ano
de 2013. Dentre as 92 cidades do Estado Rio de Janeiro, Nova Friburgo ficou com
o 14º lugar, melhorando mais de 1000 posições no ranking nacional com relação a
2012, quando ficou em 1535º lugar, demonstrando o comprometimento da atual
gestão municipal com a responsabilidade fiscal e o futuro da cidade.
O IFGF é baseado em cinco indicadores: Receita Própria,
Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez, Custo da Dívida – e não se
restringe somente a um quadro atual, podendo obter os dados comparativos ao
longo dos anos. Sendo assim, é possível especificar com precisão se uma
melhoria de posição em um ranking se deve a fatores específicos de um
determinado município ou à piora relativa dos demais.
Dentre os indicadores, Nova Friburgo se destacou em liquidez
– o que mostra quanto dinheiro o município tem em caixa para fazer frente aos
seus compromissos – e no custo da dívida, ambos com conceito A. Esses dados
chamaram atenção de algumas instituições do país, o que motivou o estudo de
dois professores, André Carlos de Aquino, da Universidade de São Paulo (USP), e
Ricardo Lopes Cardoso, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que escolheram Nova
Friburgo e outros três municípios para entender como se deu este processo.
Os dois estiveram na cidade na última semana e passaram por
uma série de reuniões com os diversos setores da Prefeitura e empresários
locais para conhecer de perto o esforço que vem sendo feito pelas equipes de
trabalho para alavancar os números com resultados tão expressivos em termos de
gestão fiscal. De acordo com o subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento
Econômico, Carlos Boueke, “a ideia é que Nova Friburgo se torne exemplo de
administração pública no país e, certamente, em mais um ano de governo o
município deverá avançar ainda mais na melhoria do ambiente econômico”.
Na oportunidade, os professores aproveitaram para saber
quais ações se destacaram como mais impactantes para melhoria desse cenário, e
Carlos Boueke apresentou alguns exemplos: a contratação da Consultoria Falconi
numa ação conjunta com a sociedade civil; planos de ação com metas; atração de
novos projetos; Condomínio Empresarial; Lei de incentivo às microcervejarias
artesanais; Sala do Empreendedor; entre outras.


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