terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Falência do sistema de saúde no Estado do Rio

A saúde do Estado do Rio está na UTI. Funcionários do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, fizeram  protesto na porta da unidade de saúde, na semana passada, por causa do atraso no pagamento dos salários. A ação reuniu médicos, enfermeiros e técnicos, entre concursados e terceirizados,  que criticaram a decisão do governador Luiz Fernando Pezão de parcelar o 13º salário em cinco vezes.  E não bastando essa medida, na unidade falta medicamento, esparadrapo, gaze, material de todo tipo, comprometendo o atendimento.


 Pacientes estão precisando dividir até tubo de oxigênio devido à escassez de recursos no Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio, segundo reportagem do Extra, de 16/12/2015. A crise nas finanças do estado atingiu em cheio a unidade, que atua com limitação de funcionários e medicamentos. A Pediatria funciona parcialmente. A Ortopedia só atende casos de fratura exposta. A emergência só atende casos graves.

UPAs do RJ restringem atendimento por falta de condições e salários

Na madrugada de quarta-feira (16), a equipe do Bom Dia Rio visitou as UPAs da Taquara, na Zona Oeste, do Campinho, no Subúrbio, da Tijuca, na Zona Norte, e no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana. Na maioria das vezes só eram atendidos casos de urgência e emergência.

Em alguns postos haviam bilhetes que informavam que o atendimento estava restrito por causa da falta de pagamento de salários e de condições de trabalho. Na Tijuca, um funcionário informou que recebeu ordens de um superior para que encaminhasse pacientes sem risco para outras unidades, onde o atendimento seria feito normalmente.

Em São Gonçalo, somente o setor de pediatria estava funcionando normalmente. Um homem que chegou passando mal com pressão alta teve de dirigir até outro posto para buscar atendimento.

A UPA de Copacabana também só está atendendo os casos de urgência e emergência em decorrência da greve dos profissionais, que reivindicam melhores condições de trabalho e também o 13º salário. 



O secretário de Saúde de Cabo Frio, Dr. Carlos Ernesto Dornelas, falou nesta segunda-feira (21) sobre o fechamento das UPAs da cidade e a transferência dos atendimentos de urgência para o Hospital Central de Emergência, em São Cristóvão.

De acordo com o secretário de Saúde, a Prefeitura vai cumprir com a determinação da Justiça feita no último dia 9. O Ministério Público recomendou que as UPAs devem permanecer abertas até fevereiro de 2016, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O secretário disse que, no entanto, o atendimento passará a ser reduzido.

Funcionários da UPA de Nova Friburgo afirmam que estão com os salários do mês de novembro atrasados há 11 dias.  Segundo os profissionais, a primeira parcela do décimo terceiro também não foi paga. O pagamento deveria ter sido depositado no dia 7 de dezembro.

A UPA fica no distrito de Conselheiro Paulino e, por dia, são realizados cerca de 300 atendimentos. A administração fica a cargo do Instituto Unir Saúde, que é o responsável pelo pagamento dos funcionários e pela manutenção da unidade.

Segundo a Prefeitura, por mês, são gastos aproximadamente R$ 1,4 milhão com a UPA e, desde março, o governo estadual não tem repassado parte do valor. Desse total, R$ 500 mil é de responsabilidade da União, R$ 498 mil do município e R$ 400 mil do Estado.

A UPA da cidade possui 120 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e dentistas. Apesar da falta de pagamento, o atendimento está acontecendo normalmente.

O Hospital da Mulher, em São João de Meriti, fechou suas portas na manhã desta segunda (21/12/15) por falta de recursos. Nas portas e tapumes havia o seguinte aviso:"Devido a escassez de recursos, a emergência desta unidade encontra-se fechada."

O Hospital da Mulher foi inaugurado em março de 2010, como um centro de referência no atendimento a grávidas e com estrutura para oferecer atendimento humanizado. O governo do estado investiu R$ 40 milhões na unidade, que foi aberta com 127 leitos.


 Com toda essa crise, o governador Pezão anunciou o corte no próprio salário, de de R$ 21.868,14 para R$ 19.681,33; do vice, Francisco Dornelles (PP), e de todo o secretariado do Executivo a fim de dar fôlego às contas do governo. 

Do pacote de medidas, faz parte a venda de um helicóptero do Estado avaliado em cerca de US$ 3 milhões. Pezão afirmou ainda que todos os celulares funcionais serão cortados. Outras medidas de ajuste financeiro serão implementadas, como fusão de órgãos e extinção de cargos. A proposta será encaminhada para a Alerj.

Tais medidas contribuem para enxugar a máquina administrativa, embora representem uma gota no oceano e não resolvam a questão da crise econômica, que afeta a saúde e outros setores também, como cultura e educação do estado. Na verdade, Pezão e Dornelles deveriam doar os seus salários, a fim de quitar as pendências com os profisisonais da saúde. Pensando bem, o Dornelles, na minha humilde opinião, deveria abrir mão do seu salário em favor do Estado. Afinal, o que ele faz para merecer remuneração mensal?

O governador chegou a pedir  ao Ministério da Defesa o envio de médicos e enfermeiros militares para reforçar o atendimento em unidades de saúde no território fluminense. O órgão ainda vai analisar a questão. 

O reforço de profissionais militares é sempre bem-vindo, não só em tempos de crise. Mas não podemos nos esquecer que os profissionais da saúde, que atualmente estão de braços cruzados, assim estão porque revindicam seus salários e também o mínimo para poderem trabalhar, pois em um hospital que nem esparadrapo há, milagre, ninguém haverá de fazer.

Seria trágico, se não fosse  cômico, que um estado completamente falido possa estar em tamanha empolgação para sediar o evento da Olimpíada 2016, que já recebeu rios de dinheiro de investimento na capital, claro, na expectativa de um retorno financeiro que, certamente, virá, mas que não será capaz de amenizar em nada as questões dificílimas da saúde do estado, nem de evitar que trabalhadores, pessoas de bem, continuem largadas nos meios dos corredores dos hospitais feito trapos esperando a morte chegar.

Como diria a médica Angela Tenório, profissional comprometida com o exercício da sua profissão, A SAÚDE ESTÁ ZERADA!



Com informações do Extra, O Globo, O Dia, G1

Um comentário:

Unknown disse...

É Pezão a coisa está preta, não tem dinheiro para pagar o decimo dos funcionários e nem para a saúde, são consequências da queda de receita dos impostos causados pela CRISE ECONÔMICA que a EX: ADMINISTRADORA FALIDA DE LOJINHA DE 1,99 causou. O pior é que você veio a público CONTRA O IMPEACHMENT da EX: ADMINISTRADORA DE LOJINHA.
ACORDA PEZÃO! Ou MELHOR, AGUENTA PEZÃO!