Levantamento do Sistema FIRJAN aponta que os custos com os
possíveis aumentos de impostos no estado do Rio de Janeiro podem chegar a R$
4,4 bilhões em 2016. Isso significa que cada cidadão fluminense terá que pagar,
em média, R$ 269 a mais em tributos por ano, caso sejam aprovados os projetos
de lei relacionados à criação da Taxa de Fiscalização de Petróleo e Gás, da
Taxa de Fiscalização de Energia Elétrica; e do aumento do Fundo Estadual de
Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), do IPVA e do ITD.
Para a Federação, a solução para a crise econômica que vive
o país não está em novos aumentos da já elevada carga tributária, pelo
contrário. Há anos sufocadas por uma carga tributária que supera 45% de tudo
que produzem, é até natural que diversas indústrias tenham dificuldade em
colocar suas contas em dia, não só os impostos. Nesse ambiente, aumentos e
criação de novos tributos tipicamente têm o potencial de agravar ainda mais a
situação das empresas e do próprio governo, produzindo efeitos contrários aos
desejados, ou seja, podem levar inclusive à queda da arrecadação. Na prática,
podem resultar em um desestímulo às atividades formais que sobreponha o aumento
das alíquotas, gerando uma perda de receita para o estado.
A propósito, é exatamente isso que a experiência mostra em
relação à criação do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades
Sociais (FECP), em 2002. Houve queda
significativa de desempenho da arrecadação fluminense em relação a outros
estados nos anos que se seguiram à criação dos adicionais de ICMS para o FECP.
Em 2004, inclusive, o estado do Rio de Janeiro perdeu para Minas Gerais a
segunda colocação em arrecadação de ICMS.

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