quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Nomeação de Pastor para a Assistência Social do Rio gera polêmica

O governador Pezão exonerou Teresa Cosentino, que estava à frente da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, e nomeou para a pasta o Pastor Evangélico Ezequiel Teixeira, que é do PMB (Partido da Mulher Brasileira). Tal medida não agradou em nada ao movimento LGBT, cujo programa Rio sem Homofobia é subordinado à pasta.

Um caso que chocou o ativismo LGBT em todo o país envolvendo Teixeira ocorreu durante a campanha eleitoral de 2014. Panfletos que pediam votos para o pastor, comparavam homossexuais ao anticristo e condenavam a adoção de crianças por casais homoafetivos. O material apontava para ‘riscos’ que iam desde “transtornos de identidade sexual na infância” até a “exposição à pedofilia”.


O coordenador do Rio sem Homofobia, Claudio Nascimento, mostrou preocupação com a nomeação do pastor para o cargo  e pretende pedir uma reunião com o governador para saber qual é a garantia,  de fato,  o movimento LGBT terá para a manutenção das políticas públicas.

O Rio Sem Homofobia em números

São 4 Centros de Cidadania LGBT: Capital, no Prédio da Central do Brasil; Baixada, com sede em no centro de Duque de Caxias; Serrana, com sede no centro de Nova Friburgo, e Leste, com sede em Niterói).

Em 5 anos, realizou 41.046 atendimentos (21.235 atendimentos nos Centros de Cidadania LGBTs e 19.731 no Disque Cidadania LGBT 0800 0234567).

Opinião do blog: O político pode ser ateu, católico, evangélico, umbandista ou budista, não importa, pois essa é uma questão de foro íntimo. A partir do momento em que a pessoa decide se candidatar a um cargo público, os seus interesses pessoais, em tese, passam para o segundo plano, uma vez que o homem público representa interesses coletivos e não isolados. E se Teixeira se pautar por essa conduta, o fato dele ser Pastor não irá comprometer a sua atuação junto à pasta. É o que se espera!

Com informações do jornal O Dia

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