Em nota distribuída à imprensa, na última semana, a Rede Sustentabilidade, partido político recém-criado por
Marina Silva, posicionou-se contra o impeachment de Dilma Rousseff.
O partido defenderá, entretanto, a continuação da investigação
conduzida pelo TSE, que apura suspeitas de abusos de
poder político e econômico cometidos pela presidente Dilma e seu vice, Michel Temer, na disputa de 2014.
“Pelos fatos apresentados até o momento, não se encontram
presentes os elementos necessários para o impeachment. A Rede acredita que a
Justiça é o melhor caminho e defende o aprofundamento das investigações e o
avanço de todas as ações no Judiciário, livre de chantagens e ameaças'', disse
o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
Segundo dirigentes da sigla, que tem 5 deputados federais e
1 senador, pesou na decisão a posição pessoal da ex-senadora Marina Silva. Para
ela, não existem “elementos técnicos e jurídicos” que embasem o pedido de
afastamento de Dilma. Da mesma forma, a maior parte da Comissão Executiva
Nacional da Rede entendeu que não há dados novos que justifiquem o impeachment.
O documento ressalta que o instrumento do impeachment, em
si, “não é golpe'', e está assegurado pela Cosntituição.
Um dia após a Rede, o PSOL também se manifestou contrariamente ao processo de impeachment da presidente Dilma.
"O PSOL não apoia o contexto e o conteúdo desse
processo de impeachment. Votaremos contra na comissão e no plenário",
disse o líder da legenda na Câmara, Chico Alencar (RJ).
E seguindo o mesmo posicionamento das duas siglas, o PDT também anunciou que não apoiará o processo de impeachment da presidente Dilma. Em nota assinada pelo presidente do partido, o ex-ministro
Carlos Lupi, a legenda afirma: "O PDT diz não ao golpismo e reitera que
vai lutar contra ele, com todas suas forças".
Lupi afirmou que Eduardo Cunha não tem legitimidade para aceitar o pedido de impeachment da presidente de Dilma e carescentou que a presidente pode contar o partido, que atualmente tem 19 deputados.
Com informações do UOL Notícias e G1


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