quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

FIRJAN: custo do aumento da carga tributária pode chegar a R$ 4,4 bilhões por ano

Mais uma vez o Sistema FIRJAN contesta o aumento da carga tributária ocorrido no estado do Rio de Janeiro, e na última semana, com a publicação no Diário Oficial de leis que criam a Taxa de Fiscalização de Petróleo e Gás e promovem o aumento do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), do IPVA e do ITD. Também foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a criação da Taxa de Fiscalização de Energia Elétrica, que deverá ser sancionada nas primeiras semanas de janeiro.

Conforme estudo feito pelo Sistema FIRJAN, quando da apresentação dos projetos de leis ao Legislativo, os custos com esses aumentos de impostos e criação de taxas podem chegar a R$ 4,4 bilhões em 2016. Isso significa que cada cidadão fluminense terá que pagar, em média, R$ 269 a mais em tributos por ano.

Para a Federação, a solução para a crise econômica que vive o país não está em novos aumentos da já elevada carga tributária, que há anos supera 45% do PIB. Nesse ambiente, aumentos e criação de novos tributos têm o potencial de agravar ainda mais a situação das empresas e do próprio governo, produzindo efeitos contrários aos desejados, podendo levar inclusive à queda da arrecadação e a um desestímulo às atividades formais, gerando até mesmo uma perda de receita para o estado.
 
O Sistema FIRJAN ressalta que mantém um constante diálogo com o governo do estado e está sempre disposto a colaborar com o poder público para superar a crise econômica. A Federação defende de forma contundente a adoção de medidas que apontem para um ajuste fiscal permanente, de longo prazo, com redução de gastos públicos nos três níveis de governo.

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