Em entrevista à "Rádio Gaúcha", concedida na manhã
desta quinta-feira (7), Marina Silva, fundadora do Rede Sustentabilidade, afirmou que Dilma perdeu a liderança política e a maioria no Congresso. Defendeu que o melhor caminho é a cassação da presidente e de seu vice, Michel Temer, por meio de processo que está no TSE.
"Tanto o PT, quanto o PMDB, tanto vice-presidente quanto
presidente, são responsáveis pela crise e pelos desmandos que estão acontecendo
em nosso país, vide a Petrobras. E, do lado da presidente, temos o tesoureiro
de seu partido [João Vaccari] e o líder de seu governo no Senado [Delcídio do
Amaral] sendo envolvidos e presos. São faces da mesma moeda e claro que
defendemos que se dê encaminhamento ao processo que está tramitando no
TSE." Comentou a ex-senadora.
Ao longo da entrevista, de pouco mais de 20 minutos, Marina
ressaltou que, apesar de Dilma ter vencido as eleições por meio da decisão da
sociedade brasileira, "a campanha da petista extrapolou todos
os limites da ética em relação ao processo de desconstrução do projeto político
que eu estava representando", e ressaltou que a presidente "não
contou a verdade" na eleição, citando a grave crise econômica que o País
enfrenta desde o ano passado.
Como já tinha feito, a ex-senadora procurou não defender o
processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, mas discordou da
tese do governo de que o procedimento aberto pelo presidente da Casa, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), é golpe. "Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição,
foi feito contra (o ex-presidente da República e atual senador, Fernando)
Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe",
afirmou.
Apesar das pesadas críticas e do discurso com claro intuito
de angariar apoio de eleitores, Marina ainda não confirmou se voltará a ser
candidata à Presidência da República nas próximas eleições.
Com informações de Diário do Poder e IG

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