domingo, 17 de janeiro de 2016

Proximidade que faz a diferença - por Marcos Espínola

As notícias negativas são muito mais propagadas e com velocidade avassaladora. Mas com o início de mais um ano, naturalmente, renovamos nossas esperanças e, nesse sentido, destacamos um tema bastante comentado em 2015, mas que merece o nosso reconhecimento, que é a polícia de proximidade. Em tão curto tempo, gestos e ações de agentes de segurança, efetivamente, renderam frutos e fizeram a diferença, mesmo sem qualquer holofote.

Ligada a uma das áreas mais complexas, que é a segurança pública, essencialmente no Rio, com alto número de favelas e atuação de facções criminosas, a aproximação da polícia com o povo é um desafio ainda maior. Somado a isso, não podemos ignorar que, devido a vários fatores, a imagem da polícia não é bem vista por boa parcela da população, principalmente nas comunidades dominadas pelo tráfico que, declaradamente, fomenta o ódio à políciaforma arbitrária.

No entanto, através das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), projeto positivo, não sendo totalmente eficiente por conta também de outros fatores (já discutidos exaustivamente), foi possível resgatar o respeito mútuo entre policial e cidadão, no qual a paz prevaleceu e a interação se tornourealidade. São vários os exemplos, como o Projeto Música para Todos, no Morro do Borel, onde a iniciativa de um Cabo da PMpossibilitou a mais de 100 pessoas aprenderem instrumentos musicais. Além disso, em quase todas as UPPs, sistematicamente foram promovidas festas e nesse final de ano, muitas distribuições de brinquedos, solidificando o envolvimento transparente e harmoniosoentre PMs e moradores.

Recentemente, cerca de 150 delegados e agentes da Polícia Civil arrecadaram entre si, mais de R$ 15 mil reais para comprar uma cadeira de rodas especial para a menina Thayane Monteiro, sobrevivente da chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, há quase cinco anos.E são muitas as iniciativas de responsabilidade social depoliciais e agentes de segurança em geral, com grupos que visitam hospitais, pessoas em tratamento de câncer etc. Exemplos de polícia de proximidade, mas que, infelizmente não chegam ao conhecimento público.


Fica o desejo para que em 2016 não só aumentem essas iniciativas como também tenham maior notoriedade, mostrando para a sociedade que esses profissionais são gente como a gente e buscam a proximidade espontaneamente.

Marcos Espínola é advogado criminalista

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