As notícias negativas são muito mais propagadas e com
velocidade avassaladora. Mas com o início de mais um ano, naturalmente, renovamos nossas esperanças e, nesse sentido, destacamos um tema bastante
comentado em 2015, mas que merece o nosso reconhecimento, que é a polícia de
proximidade. Em tão curto tempo, gestos e ações de agentes de segurança,
efetivamente, renderam frutos e fizeram a diferença, mesmo sem qualquer
holofote.
Ligada a uma das áreas mais complexas, que é a segurança
pública, essencialmente no Rio, com alto número de favelas e atuação de facções
criminosas, a aproximação da polícia com o povo é um desafio ainda maior.
Somado a isso, não podemos ignorar que, devido a vários fatores, a imagem da
polícia não é bem vista por boa parcela da população, principalmente nas
comunidades dominadas pelo tráfico que, declaradamente, fomenta o ódio à
políciaforma arbitrária.
No entanto, através das Unidades de Polícia Pacificadora
(UPPs), projeto positivo, não sendo totalmente eficiente por conta também de
outros fatores (já discutidos exaustivamente), foi possível resgatar o respeito
mútuo entre policial e cidadão, no qual a paz prevaleceu e a interação se
tornourealidade. São vários os exemplos, como o Projeto Música para Todos, no
Morro do Borel, onde a iniciativa de um Cabo da PMpossibilitou a mais de 100
pessoas aprenderem instrumentos musicais. Além disso, em quase todas as UPPs,
sistematicamente foram promovidas festas e nesse final de ano, muitas
distribuições de brinquedos, solidificando o envolvimento transparente e
harmoniosoentre PMs e moradores.
Recentemente, cerca de 150 delegados e agentes da Polícia
Civil arrecadaram entre si, mais de R$ 15 mil reais para comprar uma cadeira de
rodas especial para a menina Thayane Monteiro, sobrevivente da chacina na
Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, há quase cinco anos.E são
muitas as iniciativas de responsabilidade social depoliciais e agentes de
segurança em geral, com grupos que visitam hospitais, pessoas em tratamento de
câncer etc. Exemplos de polícia de proximidade, mas que, infelizmente não
chegam ao conhecimento público.
Fica o desejo para que em 2016 não só aumentem essas
iniciativas como também tenham maior notoriedade, mostrando para a sociedade
que esses profissionais são gente como a gente e buscam a proximidade
espontaneamente.
Marcos Espínola é advogado criminalista

Nenhum comentário:
Postar um comentário