segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Comitê de combate ao Aedes Aegypti em Nova Friburgo planeja novas ações para o dia 27

O comitê formado em Nova Friburgo para combater o Aedes Aegypti realizou um novo encontro para discutir as ações que estão sendo feitas nos bairros e também para planejar as medidas a serem executadas no próximo dia 27, datado como o dia de mobilização estadual contra o mosquito. A reunião intersetorial promovida pela Prefeitura aconteceu na sede do Tiro de Guerra, na manhã de  quarta-feira, 17, e contou também com a participação de autoridades representando a Marinha, o Exército e a Polícia Militar.

A ação prevista para o final de fevereiro será no distrito de Riograndina, devido ao número de casos de dengue registrados entre os moradores. Além dos 34 agentes de endemia da Prefeitura, 80 agentes comunitários irão reforçar as ações de combate na cidade, que também contam com o reforço das forças armadas e funcionários de diversas secretarias.

Na ocasião, o secretário de Saúde, Rafael Tavares, destacou, mais uma vez, a importância da atuação de todos no combate ao mosquito. “A população deve fazer a sua parte, assim como o poder público. Precisamos muito contar com o cidadão comum, que é o verdadeiro soldado nesta batalha contra o Aedes Aegypti, já que é ele o verdadeiro propagador do combate junto aos seus familiares e vizinhos, sendo um multiplicador do bem em sua comunidade” – ressaltou o secretário.

Rafael lembrou ainda que medidas como a utilização do “fumacê” não são as ideias neste momento. “Essa estratégia de combate acaba matando predadores naturais do Aedes Aegypti, como aranhas e lagartixas. Além disso, na primeira chuva, esse veneno contamina os lençóis freáticos. Como o ‘fumacê’ apenas vaporiza as ruas, acaba não atingindo os criadouros dentro das residências. Por isso a cooperação das pessoas em fiscalizar os possíveis focos dentro de suas casas ainda é a melhor estratégia” – recomendou.

Na reunião, agentes da Vigilância Ambiental presentes também lembraram que atitudes aparentemente inofensivas acabam sendo grandes vilãs. Um exemplo disto, por causa da crise hídrica que assolou o país em 2015, muitas pessoas resolveram estocar água em caixas d’água, piscinas e recipientes para que pudessem realizar atividades cotidianas. O problema é que na grande maioria das vezes esses reservatórios foram utilizados de forma inadequada, sem cobertura ou tratamento da água.

O Aedes Aegypti busca locais com água limpa e parada para depositar seus ovos. Da mesma forma que eles podem eclodir rapidamente diante de condições climáticas favoráveis, os ovos têm a capacidade de ficar em um estado latente, ou seja, podem ficar até um ano e meio aguardando condições de calor e água para que eles eclodam. Por isso a vigilância do cidadão deve ser constante e não apenas em épocas de campanha. Em casos de denúncias, a Vigilância Ambiental pode ser informada através do telefone 2543-6293.

Nenhum comentário: