O comitê formado em Nova Friburgo para combater o Aedes
Aegypti realizou um novo encontro para discutir as ações que estão sendo feitas
nos bairros e também para planejar as medidas a serem executadas no próximo dia
27, datado como o dia de mobilização estadual contra o mosquito. A reunião
intersetorial promovida pela Prefeitura aconteceu na sede do Tiro de Guerra, na
manhã de quarta-feira, 17, e contou também com a participação de autoridades
representando a Marinha, o Exército e a Polícia Militar.
A ação prevista para o final de fevereiro será no distrito
de Riograndina, devido ao número de casos de dengue registrados entre os
moradores. Além dos 34 agentes de endemia da Prefeitura, 80 agentes
comunitários irão reforçar as ações de combate na cidade, que também contam com
o reforço das forças armadas e funcionários de diversas secretarias.
Na ocasião, o secretário de Saúde, Rafael Tavares, destacou,
mais uma vez, a importância da atuação de todos no combate ao mosquito. “A
população deve fazer a sua parte, assim como o poder público. Precisamos muito
contar com o cidadão comum, que é o verdadeiro soldado nesta batalha contra o
Aedes Aegypti, já que é ele o verdadeiro propagador do combate junto aos seus
familiares e vizinhos, sendo um multiplicador do bem em sua comunidade” –
ressaltou o secretário.
Rafael lembrou ainda que medidas como a utilização do “fumacê”
não são as ideias neste momento. “Essa estratégia de combate acaba matando
predadores naturais do Aedes Aegypti, como aranhas e lagartixas. Além disso, na
primeira chuva, esse veneno contamina os lençóis freáticos. Como o ‘fumacê’
apenas vaporiza as ruas, acaba não atingindo os criadouros dentro das
residências. Por isso a cooperação das pessoas em fiscalizar os possíveis focos
dentro de suas casas ainda é a melhor estratégia” – recomendou.
Na reunião, agentes da Vigilância Ambiental presentes também
lembraram que atitudes aparentemente inofensivas acabam sendo grandes vilãs. Um
exemplo disto, por causa da crise hídrica que assolou o país em 2015, muitas
pessoas resolveram estocar água em caixas d’água, piscinas e recipientes para
que pudessem realizar atividades cotidianas. O problema é que na grande maioria
das vezes esses reservatórios foram utilizados de forma inadequada, sem
cobertura ou tratamento da água.

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