Em pronunciamento no Plenário, o senador Alvaro Dias
destacou o trabalho da oposição no Brasil e relembrou pronunciamentos e
cobranças sobre a condução da política econômica que levou o Brasil a viver a
atual situação de crise. O senador também citou as 18 representações
apresentadas pela oposição desde 2009 sobre denúncias de irregularidades
ligadas à Petrobras.
“No Parlamento, a função de fiscalizar é característica da
oposição. Inclusive, é no Parlamento que a oposição, elemento característico da
democracia pluralista, tem seu espaço para atuar com maior vitalidade. Quanto
mais livre e atuante é a oposição, mais democrático é o regime político. É por
isso que se afirma: infeliz é a nação que não possui uma oposição competente,
responsável e corajosa. No Brasil, a oposição, embora numericamente raquítica,
faz do Parlamento o espaço legítimo para manifestação. Durante anos, alguns da
oposição denunciamos os desmandos na área econômica. Atualmente, grande parte
do que denunciamos está sendo investigada pela Polícia Federal, Ministério
Público, Justiça Federal e Tribunal de Contas da União. Só em relação à
Petrobras, nós protocolamos 18 representações junto ao Procurador-Geral da
República. As denúncias desde 2009 foram selecionadas; as mais importantes, as mais
graves se transformaram em representações encaminhadas ao Procurador-Geral da
República. Também chamei atenção para a bomba de efeito retardado que estava
sendo gestada pelos arquitetos da política econômica que serviam e ainda servem
à presidente da República. Até ao STF nos dirigimos para conseguir abrir a
caixa-preta que durante anos caracterizou os negócios do BNDES, especialmente
aqueles relacionados aos empréstimos a países estrangeiros, subsidiados com o
dinheiro do contribuinte brasileiro”, afirmou o senador Alvaro Dias.
Outro ponto que o senador vem reiteradamente chamando a
atenção e criticando, em discursos, entrevistas, em audiências nas comissões, é
a tentativa do governo de recriar a CPMF, apesar de a grande maioria da
população rejeitar o imposto. O senador afirmou que o governo insiste nos
mesmos erros cometidos na política econômica, e tenta fazer a população pagar a
conta da sua incompetência.

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