O presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa
Vieira, afirmou, na quinta-feira (17.03), que a voz do povo brasileiro, nas
ruas, não deve ser calada e que a crise política instalada no Brasil está
acabando com milhares de empregos e de empresas. Segundo ele, é necessário que
o Congresso Nacional responda com rapidez para que o país fortaleça ainda mais
a sua democracia, e fique livre da corrupção, da impunidade, retomando o
crescimento com justiça social.
Eduardo Eugenio ressaltou, durante entrevista coletiva na
sede da Federação, que o atual momento político é um teste para a democracia
brasileira, mas que é necessário lutar para o país sair dessa crise mais
fortalecido e maduro. “Não dá mais. Nós estamos pedindo um basta e esse basta
se dá com o impeachment. Isso tem que acontecer por meio do trabalho dos nossos
congressistas, que têm essa responsabilidade e têm que fazer o que deve ser
feito, o mais rapidamente possível, dentro da democracia, da constituição e da
legislação brasileira”, disse.
O presidente do Sistema FIRJAN participou, no início da
tarde, de uma reunião, via videoconferência, com representantes das federações
do Paraná, Pará, Espírito Santo e São Paulo para alinharem as ações em prol do
andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cada
entidade vai trabalhar no convencimento de parlamentares de suas redes para
garantir que o processo, no Congresso, ganhe agilidade. “A sociedade brasileira
não aguenta mais. As pessoas querem trabalhar, querem construir suas famílias.
Quanto antes conseguirmos usar os instrumentos legais para que tenhamos uma
mudança de governo, mais cedo sairemos dessa crise”, afirmou.
As manifestações que estão acontecendo em todo o país devem
ser respeitadas, porque, para o presidente da FIRJAN, é a forma de a população
mostrar aos parlamentares a obrigação e a responsabilidade que eles têm para
mudar o destino do Brasil. “A sociedade está cansada e demandando uma mudança.
Não podemos continuar dentro dessa pasmaceira, em que nada acontece, projetos
não são votados e negócios não são fechados. A população não aguenta mais e
mostrou isso, no último domingo, quando as pessoas saíram às ruas, em dezenas
de cidades do país”, destacou.
Para estimular a união nacional em torno do futuro do país,
as sedes e unidades do Sistema FIRJAN vão ganhar as cores verde e amarelo em
suas fachadas.

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