Através de dinâmicas educacionais, a proposta é estimular
estudantes a refletir sobre corrupção e integridade
O atual cenário político e econômico do Brasil deixa claro
que a corrupção está em todo lugar e relacionada a hábitos e comportamentos que
são reproduzidos geração após geração. Percebendo a necessidade de interromper
esse movimento, as Escolas SESI participam de um Programa de Integridade, que
por meio de atividades educacionais ajuda a mostrar o quanto a falta de ética é
prejudicial para o futuro da sociedade.
“A escola é uma das primeiras
experiências de vida em sociedade, por isso é fundamental como espaço de
fomento e aprendizagem sobre o combate à corrupção, especialmente neste momento
em que o Brasil passa por uma crise não só econômica, mas principalmente
ética”, explica a Coordenadora do Comitê Executivo de Integridade do Sistema
FIRJAN, Luana Pagani.
A ideia é unir a educação à filosofia ética para investir na
formação, desde cedo, de cidadãos com consciência em princípios universais
saudáveis para a vida em coletivo. Dentro da temática, os alunos estão
participando de palestras, assistindo filmes e o mais importante, produzindo
conteúdo que será compartilhado com a comunidade.
“Na nossa escola sempre
desenvolvemos diálogos com intuito de levar esse tema à prática. Uma forma
eficaz de transformar e garantir uma geração comprometida com o respeito e
valores básicos para a convivência”, comenta a coordenadora da Escola SESI Nova
Friburgo, Simone Mertz Ghizi necessários
à sociedade.
Além da produção escrita, os alunos do 9º ano, por exemplo,
estão elaborando vídeos dando dicas e refletindo sobre assuntos corriqueiros
que se esbarram em questões éticas. A ideia é montar um vlog e compartilhar o
material nas mídias sociais.
Para a aluna Gabriela de Souza Nogueira, que tem 13 anos e
cursa o 8º ano, “a ética é clube sem limite de idade permitido para entrar”. A
adolescente defende que não tem hora para aprender e mudar. “Estudar isso na
escola é um complemento a educação que recebemos em casa. Aprender a não ser
homofóbico ou racista, a respeitar qualquer tipo de pessoa. Se todos parassem
para refletir sobre isso o mundo seria muito melhor”, completou.
Já Raiza Nunes Leal Pereira, 14 anos e estudante do 9º ano,
defende a empatia como cerne fundamental para o exercício de uma cidadania mais
ética. “Respeito, educação e ajuda ao próximo. A reflexão sobre todas as ações
que tomamos é algo que todos deveriam praticar”, explica.
“O fundamental é não ser ético só na frente das pessoas, mas
também quando não estiver ninguém olhando”. Argumenta o aluno do 6° ano,
Emanuel Vellozo Leite, que tem apenas 11 anos. O rapaz lembra para prestarmos
atenção em três palavras importantes: posso, devo e quero. Baseado nas
pesquisas realizadas em sala de aula, o estudante diz que conciliando os três
termos é possível levar uma vida mais consciente e respeitosa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário