"Os pais precisam tomar cuidado com as atividades dos filhos
nas redes sociais". A afirmação é de Alessandro da Silva Santos, acusado de
pedofilia ouvido na quinta-feira (9) pela CPI que investiga maus-tratos
contra crianças. De acordo com o acusado, a rede social FaceBook é a maneira
mais fácil de se atrair crianças e adolescentes.
"Eu diria para os pais terem muito cuidado com amizades,
acompanharem Whatsapp e ligações, saberem com quem saem os filhos e terem muito
cuidado com a internet. O Facebook é uma das ferramentas com que mais se
consegue atrair" — disse o acusado.
Alessandro, que era diretor administrativo de uma escola em
Taguatinga, no Distrito Federal, foi detido em 2015 por andar com um carro
clonado. Com ele foram encontradas imagens de meninas e meninos sem roupa. Ao
acessar o perfil de Alessandro nas redes sociais, os policiais teriam
encontrado diversas conversas dele com crianças.
Em outubro deste ano, ele voltou a ser preso, após uma
operação da Polícia Federal que investigava um esquema criminoso voltado à
prática de crimes de estupro, estupro de vulnerável e comercialização de
imagens sexuais envolvendo menores.
Questionado pelo presidente da comissão, senador Magno Malta
(PR-ES), ele disse ter sofrido abusos na infância, mas não quis dar detalhes.
De acordo com Alessandro, a atração por crianças começou quando ele tinha cerca
de 20 anos. O acusado se disse constrangido e arrependido para justificar o
fato de ter optado por não responder a todas as perguntas.
Vítimas
O presidente da comissão informou terem sido identificadas,
até agora,11 vítimas, mas Alessandro negou esse número e não quis responder
quantas foram. Ele confirmou a Magno Malta ter usado uma carteira da Polícia
Federal para se identificar como policial para algumas das vítimas.
O acusado confirmou ter armazenado imagens de pornografia
infantil, mas disse que não trocava imagens com outras pessoas e que repassou
fotos para apenas um conhecido. Ele também alegou que as imagens foram obtidas
pela internet, com um homem chamado Jobson.
Depois, ao relator da comissão, senador José Medeiros
(Pode-MT), ele confirmou que filmava menores de idade, mas disse que nenhuma
das vítimas era da escola em que trabalhou por cerca de um mês. Ele também
negou a participação em uma rede de pedofilia.
O restante da reunião continuou de forma fechada, sem o
acesso do público ao depoimento.

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