O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do
Clube de Regatas Vasco da Gama e do município de Duque de Caxias pela
construção irregular de centro de treinamento naquela localidade. Nas alegações
finais do processo, o MPF aponta que as obras foram feitas em área de
manguezal, sem licença ambiental, em trecho da rodovia Washington Luiz Km 120. No
local, existem resíduos caracterizados como demolições, escavações e
dentificações.
O CT foi construído sobre parte significativa do manguezal e o
Vasco continua utilizando-o por meio de um campo de futebol e dois equipamentos
do tipo container.
O terreno foi doado pela União ao clube, que repassou metade
ao município para a construção de um hospital. Em contrapartida, o município se
dispôs a realizar obras do CT no local. Durante o processo, foi realizada
perícia, que confirmou as alegações da ação e apontou a existência de
degradação ambiental de uma área de cerca de mil metros quadrados, decorrente
de um aterramento que causou um acelerado processo de descaracterização e
supressão da vegetação de mangue. As obras realizadas atingiram parte significativa
do manguezal.

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