Depois de quase três anos de queda, indicadores relacionados
à Construção Civil apontam sinais de aumento de confiança e crescimento do
setor a partir de 2018. Segundo o Buildin site especializado no mercado da
Construção Civil, depois de uma queda de 0,5% no PIB do setor em 2017, as
perspectivas para este ano são otimistas em razão da retomada do crescimento e
o aumento da confiança no mercado. Ele aponta um indicativo do Banco Central de
que o PIB da construção poderá crescer em até 2,5% este ano na comparação com o
período anterior.
Diante deste novo cenário estão sendo considerados ao mesmo
tempo a retomada dos investimentos no segmento da habitação e as novas demandas
de qualificação para as empresas que compõem esse nicho de mercado. Se no
âmbito nacional essas são as expectativas, na Região Serrana não é diferente.
De acordo com o analista do Sebrae/RJ, Tiago Schott, que
atua em programas da instituição junto a empresas da Construção Civil na
região, este é o momento ideal para os empresários começarem a buscar um
diferencial competitivo a fim de adaptarem o quanto antes às mudanças que serão
impostas pelo crescimento do setor.
Segundo o analista do Sebrae/RJ, o programa de Encadeamento
Produtivo é a principal ferramenta da instituição neste sentido, que já ajudou
dezenas de empresas da Região Serrana nos últimos anos a obterem melhores
práticas de gestão e a tornarem-se fornecedores mais qualificados e
competitivos que alcançaram novas oportunidades de negócio.
Programa de Encadeamento Produtivo
Na unidade do Sebrae/RJ em Nova Friburgo, que abrange além
deste, outros 11 municípios - Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Duas Barras,
Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Macuco, Santa Maria Madalena, São Sebastião do
Alto, Sumidouro e Trajano de Moraes), o Programa de Encadeamento Produtivo da
Construção Civil está sendo realizado em parceria com a Votorantim, que possui
uma fábrica localizada em Cantagalo.
Para quem já participou da iniciativa, como João Paulo
Gouveia, proprietário Luz e Arte Material Elétrico - empresa localizada em
Cordeiro - a experiência de se qualificar foi muito positiva e já gerou bons
frutos para seu negócio. “Diante das dificuldades que tive, tanto no âmbito da
Gestão Empresarial, quanto na qualificação como fornecedor, fui buscar
capacitação no programa de Encadeamento Produtivo do Sebrae, que me ajudou, não
apenas a enxergar melhor o meu próprio negócio, mas também a ter uma visão mais
abrangente do mercado. Além da capacitação que adquirimos por meio das
consultorias técnicas, o programa também possibilita que façamos parte de uma
rede de contatos empresarial através da Sessão de Negócios, onde grandes e
pequenas empresas dividem o mesmo espaço para expor seus serviços e
necessidades e trocar informações. Foi uma experiência que rende bônus pra
minha empresa até hoje e que ao mesmo tempo, contribui para o fortalecimento da
atividade empreendedora da região”, destacou.
O Programa Encadeamento Produtivo do Sebrae e da Votorantim
é um exemplo de que iniciativas dessa natureza estendem seus benefícios para
modelos de negócios que vão além da Construção Civil, como é o caso do
empresário Filipe Silveira, do portal “Agora Faz”, de Nova Friburgo - que
elabora perfis de divulgação de empresas na internet.
Ele não fez parte do programa, mas foi convidado a estar
presente em uma de suas etapas, ou seja, na Sessão de Negócios e, mesmo assim,
obteve bons resultados.
Como funciona
O programa “Encadeamento Produtivo” oferece consultorias
contínuas específicas, de acordo com as necessidades e perfil de cada empresa
participante, para estimular e proporcionar que o empresário esteja plenamente
capacitado a administrar seus negócios com eficiência, a ponto de obter lucros
e ainda assim, vender seus produtos e serviços a preços competitivos.
Durante todo o programa as empresas participam de
capacitações em Finanças, Marketing e Vendas, Mercado, Tributação, Planejamento
Estratégico, dentre outros temas, seja por meio de práticas, ou através de
visitas técnicas, como as que já aconteceram este ano em empresas de referência
na região.
Os consultores também realizam um diagnóstico da empresa,
mapeando os pontos fortes e fracos da mesma, possibilitando que seu gestor
foque suas ações de forma mais eficaz, potencializando o desenvolvimento do
negócio.
Os interessados em obter mais informações sobre o programa
de “Encadeamento Produtivo” do Sebrae/RJ, podem entrar em contato pelo telefone
(22) 2523-6908.
O que é a Sessão de Negócios
A Sessão de Negócios é um evento de mercado idealizado para
criar maior interatividade possível entre micro e pequenas empresas junto às
empresas âncoras, de forma rápida e objetiva, onde as empresas locais se
apresentam a todas as empresas âncoras participantes em sistema de rodízio
denominado de “sessão”.
A metodologia consiste em fazer com que todos fornecedores
em potencial se apresentassem a todos os possíveis compradores com um tempo definido
previamente, conforme o número de participantes da mesa.
O objetivo é promover networking para que micro e pequenas
empresas tornem-se fornecedoras de grandes empresas, além de fortalecer a
economia regional promovendo um ambiente mais propício ao desenvolvimento dos
negócios. Para obter mais informações sobre Sessão de Negócios promovidas pelo
Sebrae, basta entrar em contato também pelo telefone (22) 2523-6908.
Números e expectativas de mercado
O Índice de Confiança da Construção Civil (ICST) da Fundação
Getúlio Vargas (FGV/IBRE), apontou crescimento de dois pontos em dezembro de
2017 na comparação com novembro, acumulando 81,1 pontos no ano passado, o maior
nível registrado desde 2015.
Em relação aos próximos seis meses, o Índice de Expectativas
(IE-CST) cresceu 3,2 pontos e o Índice da Situação Atual (ISA/CST) melhorou 0,9
pontos. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, que acompanha esses índices,
as causas do otimismo na Construção Civil em 2018 incluem:
- queda nas taxas de juros (que em 2017 chegou a -7,5%, a
maior redução em 60 anos);
- Melhora no fluxo de crédito (em razão da queda dos juros);
- Recuperação gradativa da economia e do mercado de
trabalho;
- Aquecimento do Mercado Imobiliário, com ênfase no segmento
da Habitação.
Conforme estudo “Construbussiness – Brasil”, até 2020 a
expectativa é que sejam mobilizados mais de R$ 205 bilhões em investimentos
para a área de habitação, tornando a Construção Civil novamente uma das
principais âncoras da economia brasileira, a exemplo do ocorrido nos períodos
entre 2014 e 2015.
Segundo a FGV será necessária até 2025, a construção de
mais de 14 milhões de moradias em todo país.

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