"Nós precisamos da ajuda de todos os líderes políticos
para entenderem o que é o mercado de petróleo e o que ele pode refletir em
termos de investimentos, renda e empregos. O Rio de Janeiro, através de seus
políticos, está dando um recado exatamente ao contrário. Uma coisa é a crise
econômica e financeira do estado do Rio. A crise não tem nada a ver com isso.
Achar que a margem do barril de petróleo é infinita é uma visão extremamente
nociva", afirmou Eduardo Eugenio na abertura do evento, para uma plateia
lotada de empresários.
O presidente da Federação alertou ainda que o estado de São
Paulo já está conversando com empresas fluminenses para atrai-las, numa clara
evidência de perdas para o Rio: “Isso acontecerá caso o projeto de lei, que
restringe o Repetro, seja aprovado na Assembleia Legislativa”. Ontem, a
Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou a adesão do estado capixaba ao
novo regime, sem restrições.
Pedro Parente manifestou a mesma preocupação. "Conforme
o presidente da FIRJAN mencionou, são decisões que terão impactos. Por isso, é
muito importante que a Alerj considere ao deliberar esse assunto, que trará
consequências extremamente danosas para o estado do Rio", afirmou. Ele
comentou que já fez diversos encontros para mostrar aos deputados estaduais que
o projeto é contrário aos interesses da indústria e da economia fluminense.
Após sanção do governo federal ao novo Repetro, os estados
vêm celebrando o Convênio ICMS nº 03/2018, que autorizou a concessão do
benefício fiscal e aduaneiro ao ICMS. O novo regime engloba operações nas
atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, até 2040.
Entretanto, há um projeto de lei em tramitação na Alerj, que pretende
restringir o regime à fase exploratória e corresponde à menor parcela dos
investimentos do setor. Se o projeto for aprovado, muitas empresas hoje
localizadas em solo fluminense poderão transferir suas operações para outros
estados, como São Paulo e Espírito Santo, onde as vantagens do Repetro estão
valendo.
Perspectivas
Ao apresentar o Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da
companhia, Parente prevê investimentos de US$ 74,5 bilhões no período. Deste
montante, 81% serão aplicados em Exploração e Produção de Petróleo (E&P),
18% em gás natural e o restante nas demais áreas. Dos US$ 60,3 bilhões
previstos para E&P, apenas 11% irão para exploração, contra 77% para
desenvolvimento da produção.
Neste período, 19 sistemas de produção entrarão em operação,
sendo oito já este ano, dois em 2019, seis em 2021 e três em 2022. A produção
de petróleo passará de 2,1 milhões para 2,9 milhões de barris/dia.

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