sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Índio da Costa garante que vai licitar gestão da Ceasa e conceder à iniciativa privada

Indio da Costa, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, afirmou que vai licitar a administração da Ceasa para conceder à iniciativa privada. O anúncio foi após ouvir as queixas dos produtores rurais e caminhar entre os pavilhões da central de abastecimento do estado, em Irajá, entreposto comercial público na zona norte do Rio que recebe toda a produção agrícola do estado.

Indio também se reuniu com o presidente da Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa, Grande Rio e São Gonçalo (Acegri), Waldir de Lemos, que administrou o entreposto desde a gestão do então governador Marcelo Alencar até março deste ano. A atividade também contou com a presença do ex-secretário de abastecimento do estado, Felipe Peixoto.

A Ceasa hoje tem 190 funcionários, 220 cargos comissionados e está sendo administrada pelo estado. De acordo o presidente da Acegri, a central de abastecimento é atualmente governada por políticos, "ninguém se preocupa com a melhora da Ceasa", declarou.

Ao ouvir os relatos, Indio comprometeu-se a mudar o atual modelo de gestão do setor.

INDIO DECLAROU SOBRE A CEASA:

"A minha proposta para a Ceasa é fazer uma concessão através de licitação para que técnicos administrem a central. Hoje, ela está entregue a grupos políticos, cuja prioridade tem sido a campanha eleitoral e não cuidar da Ceasa", disse Indio.

Para Waldir de Lemos, as Ceasas vão acabar se não passarem para a administração de comerciantes que entendem do problema nesse ramo. Lemos relatou uma série de problemas enfrentados pelos comerciantes, como os de conservação dos prédios e de segurança interna. Outro ponto são os roubos de cargas constantes na Av. Brasil.

"Um mesmo comerciante teve 20 cargas roubadas em dois anos. Os assaltos são sempre entre o Trevo das Margaridas, em Irajá, e Deodoro", declarou Lemos, que vai preparar documento, registrado em cartório, com as reivindicações dos produtores e comerciantes, e entregar aos candidatos ao governo.

Indio, que tem na segurança pública o foco principal do seu programa de governo, disse que só com investigação vai evitar os roubos de carga no estado.

"Não adianta colocar muito policial, exército, marinha, aeronáutica ou tanque de guerra para enfrentar o problema. Não vai resolver, o que resolve é investigação, saber quem é que está cometendo este tipo de crime para prender e evitar que novas cargas sejam roubadas", disse.

Indio declarou que a agricultura, a pecuária e a pesca têm sobrevivido sem apoio do governo do estado.

"A Ceasa é o caminho para incentivar as atividades rurais. As seis unidades da Ceasa hoje reúnem mais de 800 empresas e têm 2 mil produtores cadastrados. O banco de alimentos que funciona hoje na Ceasa para dar segurança alimentar aos mais pobres poderá atender um número maior de instituição".

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