A operação investigou esquemas de propinas mensais e prêmios
pagos a deputados aliados e oferecimento de postos de trabalho em órgãos
estaduais detectados pelo MPF, Polícia Federal, Receita Federal e Conselho de
Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os esquemas uniam parlamentares de
oito partidos: André Correa (DEM), Edson Albertassi (MDB), Chiquinho da
Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Jorge Picciani (MDB), Luiz Martins (PDT),
Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinicius “Neskau” (PTB) e
Paulo Melo (MDB). Eles e seus assessores – incluindo o vereador no Rio de
Janeiro, Daniel Martins (PDT), operador e enteado do deputado Luiz Martins –
foram denunciados ao TRF2, que julgará se acolhe a denúncia, dando início ao
processo penal.
domingo, 16 de dezembro de 2018
MPF oferece denúncia que comprova nomeações indevidas e propinas na Alerj
A partir de apurações da Operação Furna da Onça, o
Ministério Público Federal denunciou à Justiça 10 deputados da Alerj, o ex-governador Sérgio Cabral
e outras 18 pessoas, entre ex-secretários de Estado, atuais e ex-assessores na
Alerj e gestores da cúpula do Detran/RJ. Na denúncia protocolada na
sexta-feira, 14, no TRF2, essas 29
pessoas são acusadas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa
em esquemas envolvendo nomeações viciadas e pagamentos de propinas a deputados
em troca de apoio aos governos Cabral (2007-2014) e Pezão (2014-2018). Além de
Cabral, lideraram essa organização pluripartidária os ex-presidentes da Alerj
Jorge Picciani e Paulo Melo, ambos do MDB.

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